A voz estava dentro de sua própria cabeça, mas… não era a voz dele. E por que ele chamaria por ele mesmo?
Curioso, Rhys arriscou.
— Oi?
Não funcionou, apenas o silêncio. Ele mordeu o lábio inferior por dentro. Talvez se ele…
“ — Oi?”
O coração de Rhys estava batendo acelerado, ansioso, enquanto ele esperava por uma resposta. Ele nem mesmo se dava conta de que os uivos estavam mais próximos.
“ — Rhys, é você? Consegue me ouvir?”
Como se atingido por alguma coisa invisível, Rhys deu um salto e olhou em volta, levando então as mãos à cabeça. Ele estava completamente confuso!
“ — Q-quem é você?”
Mais uma vez, Rhys precisou esperar.
“ — Corra!”
Apesar da urgência, a voz estava mais fraca do que nunca. Rhys não entendia o que estava acontecendo, mas ele resolveu confiar na voz. Seja lá o que fosse, estava querendo ajudá-lo, não era mesmo?
Ele não tinha ideia do quanto havia se afastado da cabana, perdido nos próprios pensamentos. Agora, que corria por aquelas árvores, os pés tocando na grama e na terra, alguma coisa dentro dele estava despertando. Uma urgência sem explicação.
Ao ver a cabana, ele viu também os lobos. Eles eram, como Harold disse, imensos. Porém, Rhys não tinha um referencial para afirmar que esses animais eram maiores do que o normal.
O sangue de Rhys congelou quando os lobos voltaram-se para ele. Um deles, um marrom, tomou a frente e levantou a cabeça, inspirando fundo.

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