— Depende. — Lucretia entrou no jogo dele e Rhys sorriu. Ele gostava daquilo!
Ele deu uma palmada no bumbum de Lucretia — se alguém visse, não acreditaria. Rhys não era brincalhão, nem de ficar flertando. Ele mesmo não se dava conta de como Lucretia o estava mudando profundamente.
Os dois foram para um restaurante no Centro do Bando, um que compartilhava visitantes humanos — claro que eles não sabiam sobre os lobisomens, mas Rhys gostava de ter recursos. Ele era um empresário, mesmo que fosse um “recluso”. Misterioso.
O restaurante era chique, mas não o suficiente para que fosse desconfortável. Lucretia achou fofo e Rhys, ao ver os olhares sobre ela, sentiu sim ciúmes, mas também orgulho. Era evidente que a beleza e a elegância de Lucretia estavam sendo admiradas.
Eles foram levados até uma mesa que ele já tinha reservado e, como andava na frente de Lucretia, ele pode observar o balançar dos quadris dela no vestido verde, colado. Rhys havia pedido que entregassem uma quantidade quase obscena de roupas para o quarto de Lucretia.
— Eu já disse que está linda? — ele perguntou, assim que o garçom saiu de perto deles.
— Não. — Lucretia disse, segurando um riso e pegando o menu. — Disse que eu estou gostosa.
— Continua me provocando, Lucretia. Continua. Depois, não quero reclamações! Vai ter que aguentar as consequências das suas ações.
Ela levantou os olhos do cardápio e encarou Rhys, com um meio sorriso.
— Estou contando com isso. — Ela falou sem vergonha.
No banho, Lucretia tinha parado para pensar. Ela não precisava abrir o coração para aproveitar. Sim, era tudo uma transação, porém, Rhys era agradável com ela — agora, pelo menos —, e ela casaria com ele. Ela não sabia por quanto tempo isso se estenderia, mas a verdade é que eles estariam casados e não seriam indiferentes um ao outro. Então, por que não viver bem?
Eles fizeram o pedido.
— Eu gosto que prefira comida de verdade em vez de salada apenas.
— Eu não viveria só de salada. — Lucretia disse.
— Falta o leite, não é? — ele brincou e Lucretia demorou a entender, mas quando o fez, quis jogar o guardanapo que descansava em seu colo no rosto de Rhys. — Por que essa cara? Eu sei que gosta. Adora quando ele está bem quente.
— Rhys Jarsdel, quando começou a ser tão sem-vergonha?! — ela falou entre dentes, mas ainda segurando o riso.
Ele não sabia dizer. Lucretia mexia com ele e o fazia agir de maneira tão fora dele mesmo!
[“É porque você relaxa com ela,”] Embry comentou, mas Rhys o enviou para o fundo da mente.
[“Esse jantar é entre ela e eu.”]
Uma vez que a comida chegou, Rhys achou que era o momento para conversarem sobre o que importava.
— Quanto tempo vai passar lá? — ele perguntou, levando um pedaço de carne à boca com o garfo.

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