Ela foi empurrada contra a parede e o cheiro de Kolby invadiu as narinas dela.
— O que pensa que está fazendo? — ela perguntou entre dentes.
— Lu, amor, eu fiquei morrendo de ciúmes. — Ele fez beicinho e inspirou fundo no pescoço de Lucretia. — Eu não gosto do cheiro daquele desgraçado na sua pele!
Lucretia o empurrou, porém, ele era fisicamente bem mais forte do que ela.
— Ele é o meu noivo! E mesmo se não fosse, com quem eu ando não é da sua conta! Agora, me solta, antes que eu comece a gritar!
Lucretia sabia que ele não poderia fazer muito, pois o vínculo dele com Deidra, ainda que não fossem predestinados, estava selado e ela sentiria se ele a traísse.
— Não quero que se case com outro.
— E o que quer? Que eu fique correndo atrás de você? Olha, nem se eu ainda gostasse de você, eu não faria isso. Não me odeio pra ficar me humilhando desse jeito por quem não me quer! — Lucretia disse com convicção e Kolby ficou tenso. — Vamos relembrar aqui que você não só colocou chifres na minha cabeça, mas pretendia me enfiar em um caixão!
Ele soltou o ar e sacudiu a cabeça.
— Eu sei que está falando isso no momento da raiva. E eu entendo, meu amor. Mas… olha, eu tinha que falar aquilo. Deidra estava no meu pé e… bom, foi pra te proteger.
O olhar de Lucretia deixava evidente a falta de credibilidade que as palavras de Kolby tinham para ela.
— Quem teve a ideia de me matar foi você…
— Não! Eu falei aquilo… só pra enganar a Deidra!
— Aham. Seja como for, não tô interessada em você. Agora, tire suas mãos de mim, porque eu tenho certeza que se Deidra souber que você anda arrastando asas para mim, eu não serei a única a sofrer com a ira dela.
Kolby olhou para os lábios de Lucretia.
— Você vai ver como eu só quero a você. Espera por mim. — E ele lutou contra o desejo de beijar Lucretia, afastando-se dela. Ela, por sua vez, assim que estava livre do aperto dele, fez uma cara de novo e espanou o braço.

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