— Então, você é a vadia que colocou as mãos na minha fêmea?
Deidra não esperava que ele se atreveria a falar com ela daquela maneira. Ela era uma Luna! Kolby podia ser um perdedor, na opinião dela, mas ainda assim, ele era um Alfa, já no comando. Enquanto Bernard nem mesmo estava perto disso.
— É, eu coloquei, mesmo. Ela se atreveu a colocar as garras para fora. Eu apenas a disciplinei.
Ele entortou a boca com raiva e deu mais um passo na direção de Deidra.
— E quem diabos você pensa que é? Luna? Não passa da segunda opção! Uma substituta!
Deidra estava prestes a bater em Bernard, quando as portas do salão de reuniões se abriu e Corrado se colocou rapidamente ao lado da filha, ao ver que ela estava sendo ameaçada. Kolby, por sua vez, demorou um pouco mais, e foi defender Deidra não por ela, mas porque desafiar a Luna dele era o mesmo que insultá-lo.
— O que pensa que está fazendo, filhote? — Corrado perguntou. — Quer briga?
— Alfa Bellanti, com todo o respeito, mas a sua filha precisa de uma coleira!
— Repete! — Kolby ordenou, entre dentes. — Bernard Powell, lembre-se do seu lugar! Essa é a Luna do CrestMoon!
Enquanto eles discutiam, Lucretia deslizou para o lado de Rhys e ele passou o braço em volta da cintura dela, colando-a ao corpo dele.
— Qual foi o drama? — Rhys perguntou baixinho.
— Ah, elas duas me insultaram e aquela ali ia me bater. Deidra segurou o braço da Brown. O namorado dela ficou possesso. Me xingou. Xingou a minha irmã…
Os olhos de Rhys escureceram imediatamente. O local ficou em total silêncio na mesma hora, devido a aura sufocante dele estar se espalhando e tomando todo o ar.
Rhys andou até ficar em frente a Bernard. Mesmo que esse fosse alto, ele parecia minúsculo perto de Rhys. Não era apenas o tamanho, mas a largura e, principalmente, a presença.
— A-Alfa Jarsdel! — Bernard disse e Rhys rosnou. — Ah… foi tudo um… mal-entendido.
— A mão dela ia descer no meu rosto sem querer? — Lucretia perguntou e levantou os ombros. — Não me pareceu. Nem os seus insultos saíram “sem querer” da sua boca.
— Não… — Bernard engoliu em seco e olhou para Tamara. — Querida, peça desculpas.
Tamara, que estava certa de que Bernard acabaria com Deidra e com Lucretia, a fêmea que ela nunca suportou por ser melhor do que ela em tudo — e Deidra não era grandes coisas, mas tinha casado com um Alfa, enquanto ela mesma teria que se contentar com um segundo filho! —, agora se via colocada como escudo na frente de Bernard.

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