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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 67

Lucretia ouviu a porta se abrindo de novo. Ela estava fervendo de raiva, porém, sabia que o melhor a fazer era manter o silêncio. Sim, porque aqueles machos eram imprevisíveis. Ela não sabia quem ia havia enviado, e nem qual o objetivo real deles. Se ela passasse do limite, o que custaria matá-la? Nada.

Infelizmente, ela não podia ainda usar a conexão mental com ninguém. O jeito era esperar e ver o que aconteceria.

O macho parou em frente a Lucretia, que mantinha o olhar baixo em falsa submissão.

— Sua comida, princesa. — Peter disse e levantou o queixo de Lucretia com uma das mãos, quando ela não se mexeu. Os olhos escuros penetraram nos dela. — Eu não gosto de ser ignorada.

“E eu não gosto de ser presa, seu filho da mãe!”, Lucretia pensou, amarga.

— Eu posso ver que está me dando uma resposta malcriada, em silêncio. — Peter falou e puxou uma cadeira, sentando-se ao lado de Lucretia. — É melhor se comportar.

— E por que eu faria isso? Por que estou presa? Quem foi que enviou vocês? Entendem que o meu noivo é o Alfa do ShadowBlood Pack, não é?

Peter deu de ombros.

— Não me interessa quem ele é. O que eu quero saber é de receber o meu pagamento de quem me contratou. — Ele pegou a colher e enfiou na tigela que repousava no colo dele. — Abra a boca.

Lucretia olhou para a tigela e virou o rosto.

— Não quero, obrigada.

— Não foi um pedido. — Peter respondeu, a mão tremendo de leve. Ele não era um homem paciente. — Abra a boca, Lucretia Bellanti!

— Tem mais wolfsbane aí, não tem? — ela perguntou e, quando viu o olhar sério do homem, ela sorriu de lado levemente. — É claro que tem. Para que eu não possa alcançar o meu lobo, para que eu não possa me comunicar com o meu bando!

Peter levantou o rosto de maneira desconfortável, pois estava se controlando para não explodir.

— Falo sério! Se eu me urinar aqui, não só eu vou ficar suja, mas o quarto inteiro vai feder. E alguém vai ter que limpar. É mais fácil me deixar fazer minhas necessidades fisiológicas básicas!

Peter torceu a boca de um lado para o outro, e acabou concordando. Limpar excreta não era o trabalho dele. Teriam que pagar muito mais se esperassem aquilo dele!

— Eu já volto. Vou levar isso e, quando eu voltar, te levo pro banheiro. — O olhar dele congelou. — Nem pense em usar a oportunidade para tentar fugir, entendeu? Juro que vai se arrepender!

Lucretia apenas concordou com a cabeça e viu Peter fechando a porta ao sair. Ela sorriu.

“Ele é o com a cara mais fechada, mas é o mais educado. E não fica me olhando como se quisesse me devorar,” ela pensou. Tentar jogar charme para aquele primeiro macho que apareceu seria o mesmo que pedir para ter que levar as coisas adiante. Mas aquele ali? Talvez desse certo. “E eu vou tentar de tudo. Mas eu vou sair daqui! Rhys, onde você está?”

A porta se abriu novamente e Lucretia limpou a garganta, no entanto, não era Peter quem estava ali.

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