Lucretia ouviu a porta se abrindo de novo. Ela estava fervendo de raiva, porém, sabia que o melhor a fazer era manter o silêncio. Sim, porque aqueles machos eram imprevisíveis. Ela não sabia quem ia havia enviado, e nem qual o objetivo real deles. Se ela passasse do limite, o que custaria matá-la? Nada.
Infelizmente, ela não podia ainda usar a conexão mental com ninguém. O jeito era esperar e ver o que aconteceria.
O macho parou em frente a Lucretia, que mantinha o olhar baixo em falsa submissão.
— Sua comida, princesa. — Peter disse e levantou o queixo de Lucretia com uma das mãos, quando ela não se mexeu. Os olhos escuros penetraram nos dela. — Eu não gosto de ser ignorada.
“E eu não gosto de ser presa, seu filho da mãe!”, Lucretia pensou, amarga.
— Eu posso ver que está me dando uma resposta malcriada, em silêncio. — Peter falou e puxou uma cadeira, sentando-se ao lado de Lucretia. — É melhor se comportar.
— E por que eu faria isso? Por que estou presa? Quem foi que enviou vocês? Entendem que o meu noivo é o Alfa do ShadowBlood Pack, não é?
Peter deu de ombros.
— Não me interessa quem ele é. O que eu quero saber é de receber o meu pagamento de quem me contratou. — Ele pegou a colher e enfiou na tigela que repousava no colo dele. — Abra a boca.
Lucretia olhou para a tigela e virou o rosto.
— Não quero, obrigada.
— Não foi um pedido. — Peter respondeu, a mão tremendo de leve. Ele não era um homem paciente. — Abra a boca, Lucretia Bellanti!
— Tem mais wolfsbane aí, não tem? — ela perguntou e, quando viu o olhar sério do homem, ela sorriu de lado levemente. — É claro que tem. Para que eu não possa alcançar o meu lobo, para que eu não possa me comunicar com o meu bando!
Peter levantou o rosto de maneira desconfortável, pois estava se controlando para não explodir.

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