Dalton olhava Lucretia de cima a baixo. Ele tinha visto Peter saindo para levar a tigela para a cozinha, então, era o momento de ele ter uma palavrinha com Lucretia.
— O que você quer? — ela perguntou.
— Tão hostil! — ele sorriu de lado. — Uma boca tão linda e usando pra falar desse jeito.
Com a mão na frente da calça, ele sorriu de maneira maliciosa para Lucretia.
— Eu não vou te obrigar. Não sou imbecil de dar o meu precioso na boca de quem não quer. — Dalton falou. — Mas… se quiser ser uma boa menina e negociar, quem sabe você não sai daqui?
Lucretia engoliu em seco, entendendo exatamente o que ele queria: sexo.
“Se você me tocar, Rhys vai sentir o seu cheiro. E ele vai te caçar até o inferno. Mesmo que ele me mate, pela traição, você não vai se livrar.”
Ela sorriu e mordeu os lábios.
— Eu preciso ir ao banheiro. — Ela falou. — Peter disse que me levaria. Ele já deve tá voltando.
Dalton percebeu que ela não o rejeitou, então, não pode deixar de se sentir satisfeito. Lucretia Bellanti era a fêmea mais bonita que ele já tinha visto na vida. E ter ao menos uma noite com ela faria a vida dele para sempre. Ela, a herdeira do LongFang, teria dormido na cama dele, nos braços dele. Como não seria um troféu essa experiência?
Ele piscou para Lucretia e saiu dali. Peter não demorou a entrar, com um olhar cheio de suspeita.
— O que ele fazia aqui?
Lucretia recostou-se na cadeira.
— Eu preciso mesmo responder?
Peter inspirou fundo, as narinas inflamando-se.
— Tentada? Aceitou?
Lucretia soltou uma risada.
— Talvez possamos conversar quando eu for levada ao banheiro. Eu falo sério, estou com a bexiga muito cheia. Daqui a pouco não vou nem mesmo conseguir andar!
Peter estalou a língua e a desamarrou. Lucretia não era louca a ponto de tentar correr dele. Ela nem tinha forças para correr, além disso, sem um lobo, como ela lutaria com Peter e os outros? Não, era gasto de energia e esforço.
Lucretia caminhou atrás de Peter, e, pelo canto do olho, ela viu os outros machos. Eles pararam de falar e a observavam. Dalton, claro, sorria de lado. Lucretia virou o rosto e continuou andando atrás de Peter.
Sem perder mais tempo, ela retirou a roupa e entrou debaixo do chuveiro. Água fria. Lucretia quase chorou, porque a água estava muito gelada! O “seja rápida” não seria um problema.
Ao terminar, ela suspirou fundo, enquanto se enxugava. Ao menos estava limpa! Porém… ela olhou para a pilha de roupas a um canto. Ela não tinha o que vestir. Lucretia quis se bater! Como ela não tinha pensado naquilo?
“Devo estar perdendo a cabeça!”
Alguém bateu na porta e ela abriu só um pouco. Uma mão com roupas apareceu.
— Pegue. — A voz de Peter foi ouvida e Lucretia pegou o que lhe era oferecido, fechando a porta novamente.
Roupas masculinas, muito maiores do que ela.
— A cavalo dado não se olha os dentes.
Lucretia terminou de colocar a roupa e olhou para as paredes. A pequena janela de ventilação mostrava apenas que estavam em um local com muito verde. Não tinha nada além disso para ela ver. Nenhuma dica de onde estavam.
Ela saiu do banheiro e Peter a levou de volta para o quarto.
— Tenho mesmo que sentar nessa cadeira e ser amarrada?

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