Rhys, com todo o cuidado, ajudou Lucretia a se ver livre da roupa. Ainda que ele sempre a desejasse, naquela hora, ele só queria cuidar dela.
Lucretia havia emagrecido naqueles poucos dias fora do alcance de Rhys e ele queria socar os malditos que a levaram.
“Depois, agora, eu preciso cuidar dela,” ele disse a si mesmo, tentando controlar a respiração e não deixar Lucretia nervosa. Ao olhar para ela, Rhys via um pouco da mesma mulher que apareceu ali quando eles se viram pela primeira vez: quebrada, com medo.
Uma dor se instalou no peito dele. Ele havia feito Lucretia se sentir assim, antes. Como se ela não tivesse para onde fugir, como se fosse ser devorada a qualquer momento. Morta.
Sem pensar duas vezes, ele a abraçou e a beijou. Lucretia estava quase perdida em pensamentos, tentando entender quem foi exatamente que a mandou sequestrar. Quando Peter demonstrou que acreditava em Dreida, Lucretia imaginou se não tinham sido eles mesmos, movidos pelo desejo de punir uma pessoa que consideravam ruim, que tomaram a decisão de mantê-la presa, sem que houvesse alguém por trás.
O beijo de Rhys foi cheio de paixão, cheio de uma intensidade que Lucretia nunca tinha sentido antes.
— Hmm! Rhys!
Ele interrompeu o beijo lentamente, saboreando a fêmea nos braços dele. Ela o olhou languidamente.
— Eu quero… que passemos logo pela cerimônia. — Rhys disse, acariciando a bochecha de Lucretia com o polegar. — Quero que seja oficialmente a minha Luna.
Ele queria dizer também que preferia que ela não se tornasse a herdeira do LongFang. ELe sabia que era algo egoísta de se desejar, porque ela lutou muito por aquele lugar e sim, ele se sentia orgulhoso por ela. Mas ao mesmo tempo, cada dia que ele pensava mais sobre o assunto, a verdade era que Lucretia ficaria sempre dividida, lá e cá. Ela ficaria temps longe dele, ainda que fosse o bando no território vizinho. Era uma distância muito longa para quem ansiava estar com a pessoa que amav… Amava?
Essa palavra penetrou fundo não só na mente como no coração de Rhys. Amor. Ele amava Lucretia? Era isso o que ele vinha sentindo por ela? Se sim, quando começou?
— Rhys? — Lucretia o chamou e ele não respondeu. — Rhys!
Ao sacudir o braço dele, Rhys despertou, ainda lentamente, e piscou.

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