Rhys segurou Lucretia nos braços como se fosse um tesouro há muito perdido e que ele não poderia viver sem. Beijou-lhe os cabelos, cheirou o pescoço, beijou os lábios dela e, por um momento, ela poderia jurar que ele estava com os olhos úmidos.
— Meu amor… — Rhys sussurrou nos cabelos de Lucretia e o corpo dela enrijeceu. Primeiro, ela foi tomada pela surpresa da reação dele, e agora isso? Era para fingir?
Um calor se espalhou pelo corpo de Lucretia. Ela fechou os olhos e se deixou levar pela sensação gostosa que a tomava. Se era mentira, se era para os outros ouvissem como Rhys a amava, não importava. Ela estava tão feliz em vê-lo! Ele, finalmente era ele! Não era Kolby. Na verdade, não havia ninguém ali além dele.
Lucretia agradeceu por ter tomado banho e por ter escovado os dentes após a última refeição. Foi há algum tempo, mas pelo menos, era melhor do que nada.
O beijo de Rhys foi profundo. Ele a segurou pela cintura e logo suas mãos subiram, pareciam estar atrás da cabeça dela, nas costas, nos braços, nos ombros.
Ele se afastou dela apenas por um momento, e, ainda olhando para ela, Lucretia pode ver a expressão dele mudando segundos antes de ele falar.
— Quero os culpados vivos. Levem-nos para as celas. Vou levar a minha fêmea para casa.
Casa. A packhouse era “casa”. Não qualquer packhouse, mas a do ShadowBlood, onde Rhys morava, onde ele queria compartilhar os dias com Lucretia.
Apesar de te tratado Lucretia com raiva, depois indiferença e de ter tentado se convencer de que não sentia nada por ela além de tesão e uma pequena simpatia, Rhys não podia mai negar que os sentimentos dele eram muito mais profundos.
Após o beijo que deixou Lucretia sem ar, Rhys a pegou no colo novamente e a levou para a packhouse. Ele estava se sentindo um imbecil por ter ficado tão focado em procurar longe, quando Lucretia estava tão perto! Debaixo do nariz dele!
Quando ele descobrisse quem era o, ou os, cabeça daquele sequestro, ele mataria devagar. Ele aproveitaria cada pedaço que retiraria da pessoa!
Assim que chegaram no casarão, Rhys levou Lucretia para o quarto que, agora, não era mais dele, e sim deles.
Ele a colocou em cima do vaso sanitário e começou a preparar a água. Lucretia o observava. Ela se sentia fraca, mas não podia deixar de sorrir. Kolby e o fato de que foi ele quem chegou nela primeiro até mesmo fugiu da mente dela. Só existia Rhys.

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