— Querida irmã, mesmo que você tenha errado, nós ainda somos a sua família que mais ama. Espero que volte para casa logo — a meia-irmã disse com uma voz frágil em frente à câmera, os olhos cheios de lágrimas — Basta você aparecer que eu devolvo tudo pra você imediatamente! Se você estiver vendo isso, volte logo para casa, por favor!
Os espectadores ficaram profundamente comovidos ao ver essa cena, e a ira contra Lucretia só aumentou, muitos até gritavam que seria melhor ela estar morta. Ninguém percebeu o sorriso de satisfação que passou rapidamente pelo rosto da meia-irmã, quase imperceptível.
Aquela sim foi a gota d'água! E foi quando Lucretia entendeu: as provas foram forjadas para justificar não só uma traição por parte dela e assim, Dreida subir, como era um motivo para que ninguém a procurasse!
— Se já terminou com o seu teatrinho, hora de voltar para o seu serviço. — Rhys disse e olhou feio para Lucretia. — Agora, trabalhe!
Jamil queria falar, porém, o fazer ali, na frente de todos, seria o mesmo que tirar a autoridade do Alfa. Sendo assim, ele abaixou a cabeça e calou-se. Mais tarde, ele abordaria o tema com Rhys.
Ele compreendia todo o ódio, mas isso não significava que ele tinha que ser um monstro, como ele julgava que o pai dela era. Como todos os do LongFang o eram. Isso não os igualava? Então, que moral ele teria para apontar o dedo?
Sem falar que o que Lucretia tinha dito, sobre poder transformá-lo no Supremo… ela não sabia sobre a maldição, Jamil imaginava, mas ainda assim, e se ela realmente pudesse fazer alguma coisa? Não seria melhor tentar? Era uma opção mais aceitável do que descartá-la de uma vez e, talvez, perder a chance de alcançar o nível mais alto de poder entre os lobos.
Lucretia queria continuar reclamando, porém, depois daquela demonstração de Rhys, ela não se atreveu. Bater de frente com ele era a coisa mais burra que ela poderia fazer. Seus olhos recaíram sobre os dois lobos que iniciaram o assunto. Eles queriam exatamente isso: que ela reagisse, que ela caísse em desgraça.
Ela abaixou a cabeça, engoliu o orgulho — ela era uma filha de Alfa, destinada a sentar no trono do Bando. Era evidente que Lucretia era orgulhosa! — e voltou ao serviço dela, girando nos calcanhares e indo buscar mais alguma coisa que lhe dessem para levar para o café da manhã.
A barriga dela roncava, implorando por comida. Desde que pisou ali, não tiveram a decência de lhe dar nada, nem mesmo água. Ela estava sentindo-se estranha pela possível desidratação.
Ao chegar na cozinha, olhares curiosos a seguiam.

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