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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 8

— Querida irmã, mesmo que você tenha errado, nós ainda somos a sua família que mais ama. Espero que volte para casa logo — a meia-irmã disse com uma voz frágil em frente à câmera, os olhos cheios de lágrimas — Basta você aparecer que eu devolvo tudo pra você imediatamente! Se você estiver vendo isso, volte logo para casa, por favor!

Os espectadores ficaram profundamente comovidos ao ver essa cena, e a ira contra Lucretia só aumentou, muitos até gritavam que seria melhor ela estar morta. Ninguém percebeu o sorriso de satisfação que passou rapidamente pelo rosto da meia-irmã, quase imperceptível.

Aquela sim foi a gota d'água! E foi quando Lucretia entendeu: as provas foram forjadas para justificar não só uma traição por parte dela e assim, Dreida subir, como era um motivo para que ninguém a procurasse!

— Se já terminou com o seu teatrinho, hora de voltar para o seu serviço. — Rhys disse e olhou feio para Lucretia. — Agora, trabalhe!

Jamil queria falar, porém, o fazer ali, na frente de todos, seria o mesmo que tirar a autoridade do Alfa. Sendo assim, ele abaixou a cabeça e calou-se. Mais tarde, ele abordaria o tema com Rhys.

Ele compreendia todo o ódio, mas isso não significava que ele tinha que ser um monstro, como ele julgava que o pai dela era. Como todos os do LongFang o eram. Isso não os igualava? Então, que moral ele teria para apontar o dedo?

Sem falar que o que Lucretia tinha dito, sobre poder transformá-lo no Supremo… ela não sabia sobre a maldição, Jamil imaginava, mas ainda assim, e se ela realmente pudesse fazer alguma coisa? Não seria melhor tentar? Era uma opção mais aceitável do que descartá-la de uma vez e, talvez, perder a chance de alcançar o nível mais alto de poder entre os lobos.

Lucretia queria continuar reclamando, porém, depois daquela demonstração de Rhys, ela não se atreveu. Bater de frente com ele era a coisa mais burra que ela poderia fazer. Seus olhos recaíram sobre os dois lobos que iniciaram o assunto. Eles queriam exatamente isso: que ela reagisse, que ela caísse em desgraça.

Ela abaixou a cabeça, engoliu o orgulho — ela era uma filha de Alfa, destinada a sentar no trono do Bando. Era evidente que Lucretia era orgulhosa! — e voltou ao serviço dela, girando nos calcanhares e indo buscar mais alguma coisa que lhe dessem para levar para o café da manhã.

A barriga dela roncava, implorando por comida. Desde que pisou ali, não tiveram a decência de lhe dar nada, nem mesmo água. Ela estava sentindo-se estranha pela possível desidratação.

Ao chegar na cozinha, olhares curiosos a seguiam.

— Eu sei fazer. — Ela disse. Apesar do que muitos pensavam, ela não teve o melhor dos tratamentos, no bando. Sua madrasta, Jeane, usando a desculpa de que a moça precisava saber fazer para poder exigir algo, como líder, a fez de empregada por anos.

— Ótimo. — A loba respondeu, ainda desconfiada. — Ali está a vassoura, comece a limpar.

Lucretia assentiu e foi fazer o que lhe era mandado.

Ela limpou, cozinhou, trocou lençóis dos andares de baixo e, então, recebeu o aviso de que deveria ir até o Alfa, que queria lhe falar no escritório. Ela foi levada até lá e, assim que ele permitiu, ela entrou.

Rhys estava sentado atrás da mesa dele, e, em cima desta, um objeto arredondado, de metal, repousava. Quando se aproximou um pouco mais, Lucretia compreendeu do que se tratava e deu um passo para trás. Rhys levantou a cabeça e sorriu.

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