O escritório ficou em silêncio. Apaixonada? Ela achava que estava apaixonada?
O que Rhys diria? Ele queria Lucretia, e definitivamente não era só pelo sexo. Ele gostava de estar por perto, pensava nela mais do que queria admitir e, quando ela sumiu, ele pensou que enlouqueceria. Então, talvez, ele estivesse na mesma situação que a dela?
Quando eles firmaram contrato, Lucretia o detestava. Sim, ela ficou molhada para ele, mas o detestava, principalmente depois de ter sido rebaixada a uma mera escrava no bando dele. Bando este que, agora, a receberia como Luna.
Lucretia estava suando. Rhys não disse nada. A forma como ele parecia perdido a fazia imaginar se ele iria mandá-la embora e voltar a odiar o LongFang. Voltar a odiá-la. Era melhor que ele dissesse logo, que gritasse, que dissesse que ela era uma iludida e que ele jamais corresponderia a esses sentimentos, do que simplesmente não dizer nada.
Rhys passou a língua pelos lábios e levantou uma mão, passando o dorso dos dedos pela bochecha de Lucretia.
— Não há uma cláusula que diz que não podemos gostar um do outro, não é? — ele pergunta e Lucretia pisca algumas vezes, as palavras dele ainda não assentando na cabeça dela com qualquer sentido. — Acho que você e eu vamos ter um casamento duradouro e no mínimo, muito confortável, senhorita Bellanti.
A boca de Lucretia se abre e se fecha, apenas para que Rhys acabasse com a distância entre eles. O beijo era intenso, mas não desesperado, cheio de desejo como antes. O desejo estava ali, porém, diferente. Era como se eles pudessem conversar apenas com o toque das línguas, em vez de com palavras não ditas em voz alta.
TOC-TOC!
Um dos soldados bateu à porta para avisar que estavam esperando pela futura Luna. Rhys encostou as testas deles.
— Ela já vai! — ele gritou e manteve os olhos fechados, segurando o rosto de Lucretia com as duas mãos. — Amanhã, Lucretia, você vai ser minha. Pelas leis dos lobos, completamente minha. Agora, vá. Antes que eu te devore inteira, aqui.
Lucretia deu um beijo rápido nele e saiu da sala. Ela sentia-se flutuando. Não conseguia parar de sorrir. Rhys tinha admitido que também gostava dela? Ele não disse nada sobre estar apaixonado ou amá-la, mas por enquanto, o “gostar” dele seria suficiente.
Ao chegar na sala, Lucretia viu que esta estava repleta de caixas a um canto, bem como de lobos andando de um lado para o outro. Vestidos em uma arara, não apenas aqueles vestidos imensos e pesados, mas vestidos que provavelmente eram para a festa após a cerimônia. E, o que mais a chocou, foi que a pessoa no centro, comandando, não era uma loba, mas uma humana.

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