— Martin vai nos dar algum tempo. Mas não poderei passar toda a noite com você.
Rhys disse enquanto eles caminhavam para o quarto. A sensação de que a órbita dele era Lucretia só crescia a cada segundo, bem como a necessidade de tê-la.
— Lucretia!
A voz masculina atrás deles era uma que Lucretia não imaginou que ouviria. Ela sabia que ele estava ali, claro, porém, por que Kolby foi atrás deles, em uma área em que os convidados não deveriam estar? A festa não aconteceria, infelizmente.
Ela se virou, bem como Rhys. Mas enquanto ela estava apenas aborrecida, o Alfa, o novo companheiro oficial dela, estava furioso!
— O que quer com ela? — Rhys perguntou, colocando-se na frente de Lucretia, impedindo que Kolby olhasse para ela diretamente.
A expressão de Kolby ficou mais fria e azeda.
— Quero perguntar se ela está bem. — Kolby falou. — Posso sentir que o lobo dela não está presente, Alfa Rhys.
Era normal que Alfas sentissem isso. Portanto, todos os outros no salão sabiam que Lucretia estava em forma humana, apenas. Mas também sabiam do trauma que ela sofreu e, por isso, não a viram com outros olhos. A maioria, pelo menos.
Rhys encarou Kolby e deu um passo na direção dele.
— Posso cuidar muito bem da minha fêmea, Alfa Sheffer. — A voz de Rhys saiu cheia de comando, e ameaçadora.
— Eu quero ouvir dela. — Kolby falou e cruzou os braços na frente do peito. — Ou vai me dizer que, agora, acha que é o dono dela?
Lucretia franziu o cenho, mas foi Rhys quem saiu da frente dela.
— Não sou o dono dela, Sheffer. E nem gente criar aqui um motivo de picuinha entre ela e eu. — Rhys passou o braço pela cintura de Lucretia. — Ela é aninha Luna, não a minha propriedade.
— Alfa Sheffer, cunhado — ela enfatizou a palavra e Kolby apertou os lábios —, obrigada pela preocupação. Como pode ver, estou bem, apenas um pouco nervosa. Mas no fim, tudo deu certo.

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