O caos se instalou. Rhys instintivamente se colocou na frente de Lucretia e a afastou até onde ela estaria segura.
— Fica aqui! — Ele disse, pronto para se transformar. Um outro lobisomem tinha sido ferido pelo tiro e ficou claro que aquela bala era feita de prata. — Malditos!
— Rhys! — Lucretia segurou o braço dele.
— É meu dever proteger o bando. Você, fique quietinha aqui. — Rhys a beijou rapidamente, mas de maneira intensa. — Eu já volto.
Mais tiros foram ouvidos. Martin já estava transformado, bem como outros Alfas. As fêmeas, ainda que pudessem lutar, eram normalmente protegidas.
Rhys se transformou, o pêlo escuro brilhando sob as luzes das lâmpadas. Os olhos vermelhos gritavam por sangue. Ele era o maior dos lobos, ali presentes.
Lucretia ficou boquiaberta com a beleza do lobo de Rhys, e se entristeceu por não ter Kali com ela. Enquanto as outras fêmeas poderiam, se precisasse, lutar, Lucretia teria que apenas se esconder, porque naquele momento, ela era como uma humana.
Lembrando-se disso, ela olhou em volta, à procura de René. Haylie estava não muito longe e Lucretia viu que a estilista estava com a amiga. Soltou então um suspiro de alívio.
O olhar de Haylie se encontrou com o de Lucretia, e ela tentou perguntar o que deveriam fazer. Lucretia fez sinal para que Haylie se mantivesse onde estava.
Um grupo grande entrou, cercando-os. O que os surpreendeu foi que não havia ali apenas lobos — claramente rogues —, mas humanos. Caçadores. Isso explicava as balas de prata.
Mas por que rogues se uniriam a caçadores? Não importava o que, rogues ainda eram lobisomens e, portanto, presas para os caçadores humanos.
Deidra e a mãe correram, claro, enquanto Corrado e Kolby lutavam. Este último ficou mais perto de Lucretia, em vez da esposa, como era o esperado.

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