Após mais uma rodada, Rhys levou Lucretia para o banho, onde demoraram um pouco mais do que o necessário, com beijos e mãos atrevidas.
— Não consigo ficar satisfeito! Quero sempre mais! — Rhys sussurrou no ouvido dela. Ele estava sentado bem atrás, uma mão em uma coxa de Lucretia, e a outra, no pescoço dela. Ele lambeu perto da orelha e sentiu a ruiva estremecendo e se derretendo. — Senta em mim, amor.
Lucretia, com os olhos meio fechados, levantou os quadris apenas o suficiente para que Rhys se posicionasse e ela desceu, lentamente, rebolando. O macho soltou alguns palavrões por entre os dentes.
Meia hora depois, os dois emergiram do banheiro e Rhys a tinha no colo, como uma noiva, e a depositou na cama. Ele beijou-lhe a testa.
— Não vou te ajudar a colocar a roupa, ou não saio daqui mais. — Ele falou, sorrindo de lado. Segurou o rosto dela com as duas mãos, ficando mais sério, então. — Vou resolver sobre os rogues e já volto, okay? Não saia do quarto. Tranque as portas. Já pedi que alguns guardas fiquem aqui fora na minha ausência, mas qualquer coisa… me liga.
Com a cerimônia, ela poderia usar o mind-link, no entanto, sem a loba dela acordada, isso era impossível. Lucretia assentiu e viu Rhys se afastando e logo colocando as roupas. Ele piscou para ela, antes de sair. Uma vez sozinha, Lucretia soltou o ar e se deitou na cama, com os braços acima da cabeça, sorrindo, olhando para o teto.
Apesar de todo o caos da cerimônia, a verdade era que eles finalizaram o ritual. Portanto, agora, ela era não só a Luna — era importante, claro —, mas a esposa de Rhys. Companheira dele. E isso fazia com que o peito dela se aquecesse, esse calor se espalhando pelo corpo todo.
Lembrando das palavras de Haylie, Lucretia sorriu ainda mais. Ele a havia chamado de “amor” no banho. Sim, enquanto estavam transando, mas mesmo assim. Ela tinha a esperança de que Rhys a amaria. Ele não era tão terrível e horripilante quanto ela imaginou que fosse, não só devido a todos os rumores, mas sim ao primeiro encontro deles. Os primeiros dias de interação, em realidade. Ele parecia um monstro. No fim… ele era sim duro, forte, determinado, mas não injusto. E não a tratava com menos do que respeito.
A cela era escura, úmida, e agora, uma pequena luz pendia do alto, focando no rogue, amarrado, no chão. Ele claramente experimentou dos serviços que as acomodações ofereciam. Um corte no supercílio, um olho inchado, o rosto com um hematoma arroxeando, escoriações e hematomas pelo corpo. Ele estava apenas de cueca.
O ar dentro da cela ficou ainda mais sufocante quando o Alfa entrou e sua aura dominou cada centímetro do local. O rogue tentou buscar o ar com a boca, mas até mesmo isso doía.
Cada passo de Rhys ecoava sobre o piso, até que pararam, quando ele ficou bem em frente ao rogue. Este não ousou levantar o rosto.
— Pelo que vejo, começaram a diversão sem mim. — Rhys falou num tom debochado, mas não havia real divertimento, ali. — E então, rogue, por que não começa a soltar a sua língua? Ou… prefere que eu faça isso por você?

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