O rogue cuspiu no chão, em claro desrespeito ao Alfa. Rhys, no entanto, não se inflamou. Ele sabia que era uma provocação. O rogue preferia morrer de uma vez, do que continuar sendo interrogado.
— Pelo jeito, vai querer pelo jeito difícil. — Rhys disse e se acocorou em frente ao rogue. — Você vai morrer. Não vou mentir. No entanto, você pode morrer rápido, nos dizendo o que queremos saber, ou pode morrer lentamente. Basta escolher.
Após esperar alguns segundos, Rhys soltou um suspiro.
— O que fazia com os humanos? Caçadores. E por que veio até aqui? Quem te mandou?
O rogue continuou calado.
— Eu sei que prata dói, bem como wolfsbane. E não desejo usar isso contra alguém da nossa espécie, mas você não me dá escolha. — Rhys disse. — Você ameaçou o meu bando.
Inicialmente, o rogue não falou, mas quando a prata começou a ser encostada nele, junto com wolfsbane, a dor foi demais. Ele desmaiou algumas vezes.
Rhys saía, voltava, os guardas serviam comida tiravam, tudo em horários irregulares, a fim de confundir a mente do rogue e ele imaginar que já estava ali há muitos dias.
— Por favor… chega! — o lobisomem implorou, esgotado. Tudo no corpo dele doía.
— Só posso parar quando me disser o que eu preciso saber. É muito simples.
Em outra cela, um humano também passava por interrogatório, mas presidido por Martin. Era necessário mais calma, afinal, humanos eram muito mais frágeis.
— Você aguenta bem. — Martin falou. — Porém, eu tenho que me perguntar: quanto tempo mais você vai conseguir se segurar? Já urinou… o que vai ser agora?
Até a noite do dia seguinte, Lucretia não teve notícias de Rhys. Ele apareceu apenas na manhã seguinte, e parecia exausto. Ela tentou se aproximar dele, mas ele levantou a mão, e foi para o banheiro. Ela podia sentir o cheiro desagradável de sangue e outro macho.
Ela esperou e, quando ele saiu, viu os ombros de Rhys mais baixos.
— Como você está?

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