O cenho de Lucretia franziu e ela olhou para Rhys com genuína surpresa e confusão, antes que os olhos se arregalaram um pouco e ele compreendeu o que ela estava pensando.
— Não foi ele. — Rhys esclareceu e o alívio na expressão de Lucretia foi imediato e visível.
— Mas então? — ela perguntou e estreitou os olhos. — Foi Deidra? Jeanie?
Rhys sacudiu a cabeça.
— Bom, não tenho certeza. Você me disse que o ex-delta, Ben Duran, era apoiador ferrenho de Deidra, não foi? Pois bem. O nome dele foi mencionado como o mandante do ataque. Tanto do de hoje como o do seu sequestro.
Quando Rhys falou a última parte, os punhos dele cerraram. Só de lembrar que Lucretia havia sido tirada dele e amarrada em uma maldita cadeira, maltratada — mesmo que ela tenha dito que um dos delinquentes não fosse tão ruim —, Rhys queria ressuscitar os que já tinha matado e matá-los de novo, com requintes de crueldade!
A mão de Lucretia em seu braço fez com que ele voltasse ao presente e piscasse algumas vezes. Ela percebeu como ele começou a ficar com o olhar distante, bem como o brilho por trás dos olhos dele mudou, brilhou, era o lobo querendo se libertar e escurecendo e sufocando o ambiente. Rhys estava bem mais forte depois de eles terem acasalado após a cerimônia. Como se… Lucretia sacudiu a cabeça. Eles não eram predestinados. Saberiam se fossem.
A fúria de Rhys se dissipou um pouco e ele focou em Lucretia. Um sorriso singelo apareceu nos lábios dele. Sem pensar duas vezes, Rhys se aproximou dela e a abraçou. O cheiro e o calor do corpo de Lucretia o acalmavam, o faziam sentir-se preso ao mundo. A ela.
— Mais calminho? — Lucretia perguntou e Rhys riu nos cabelos dela, afastando-se apenas para poder olhar para ela.
— Com você, como eu não ficaria? — Rhys brincou e tocou a ponta do nariz dela. — Acho que vou ter que te levar para onde eu for.
— Hmmm… — Lucretia disse e se aninhou no peito dele. — Me parece uma ótima ideia!
Eles ficaram assim por uns momentos, então, ela ergueu o rosto.
— Rhys, meu pai tinha dito que quando eu me casasse com Kolby… Quer dizer, com o Alfa Sheffer — ela viu o marido relaxar um pouco mais, ainda que a boca dele estivesse franzida —, eu receberia o bando. Ele me daria o poder sobre o LongFang. Eu me casei…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna.