Jorge já havia dito coisas parecidas muitas vezes antes, e Laís sempre achava que ele estava apenas tentando agradá-la.
Mas agora, Laís acreditava do fundo do coração que Jorge realmente pensava assim.
Apoiada no peito largo de Jorge, sentindo o calor reconfortante de seu corpo, Laís realmente se sentia a mulher mais feliz do mundo.
E essa sensação era exatamente o que ela sempre havia sonhado.
— Hoje a Dona Zélia está de folga, e as nossas mães não estão aqui. Você vai ter que cuidar da Aline enquanto eu vou para a cozinha preparar o jantar para vocês.
Depois que os dois se abraçaram em silêncio por um momento, Jorge deu um beijo suave na bochecha de Laís e disse com um sorriso.
— Sim, ela está ali brincando quietinha com os blocos. Eu vou sentar aqui e ficar de olho. Bom trabalho na cozinha, marido.
Laís sorriu e respondeu com doçura.
Jorge adorou ser chamado de "marido" e respondeu com um sorriso largo:
— Não é trabalho nenhum, esposa. Estou indo.
Após dizer isso, Jorge virou-se e caminhou em direção à cozinha.
Laís observou suas costas largas, sentindo uma leve doçura invadir o seu coração.
— Mamãe, brinca comigo.
Aline, que estava concentrada empilhando os blocos, derrubou sem querer a torre que acabara de montar. Ela fez um biquinho irritado e chamou por Laís.
Laís desviou o olhar imediatamente e dedicou-se a brincar de blocos com Aline.
Jorge foi rápido. Em menos de meia hora, ele preparou quatro pratos e uma sopa, além de um arroz perfumado.
Ele colocou a comida na mesa e foi chamar Laís e Aline para comerem.
— Papai, quero que você me pegue no colo para lavar as mãos.
Aline agora tinha uma dependência instintiva de Jorge. Ao vê-lo, ela logo agitou as mãozinhas alegremente.

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