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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 187

Laís instintivamente tentou soltar seu pulso.

Mas o aperto de Felipe tornou-se ainda mais forte:

— Laís, você precisa me explicar tudo isso...

Laís precisou parar, mas, antes que ela pudesse responder, Jorge já havia afastado a mão de Felipe com força, desferindo-lhe um soco no peito:

— Não sei que necessidade existe em te explicar a minha relação normal de parceria com a Laís.

— Se falarmos em explicações, Felipe, você não acha que é você quem deveria nos dar uma explicação razoável?

— Ah, é verdade, você já se explicou, você disse que sua relação com Sofia Ramos era como de irmãos.

— Muito bem, então, a respeito de Laís e eu, a minha explicação para você é: o que você tem com a Sofia, é a mesma coisa que eu tenho com a Laís.

— Laís, vamos!

Jorge foi extremamente duro e implacável!

Laís viu tudo, tendo a sensação de estar diante do golpe súbito de uma espada divina.

Embora a energia dele sempre transparecesse uma calma como a de uma fonte na montanha, quando partia para o ataque corpo a corpo, nem mesmo Felipe, que malhava constantemente, era páreo. Com um único soco, ele cambaleou dois passos para trás.

E aquele "parente" divino dela... Quem diabos era o pessoal que ele havia chamado para ajudá-la?

Ela já usava o Astor de modo muito eficiente, e agora lhe mandavam Jorge, com a presença de um deus!

Laís olhou nos olhos de Jorge, e não conseguiu evitar que seus olhos brilhassem num instante.

Naquele momento, ela sentiu uma saudade tremenda do seu "parente" no exterior, desejando enormemente o aparecimento dele e as surpresas que ele traria.

As palavras de Jorge deixaram Felipe engasgado da garganta aos pulmões. Faltou-lhe o ar em um instante, sem conseguir pronunciar uma única palavra.

Jorge se virou, agarrando o pulso de Laís e puxando-a rapidamente para longe.

Laís apressou-se a destravar as portas do carro com as chaves, e Jorge não hesitou, entrou no banco do motorista e sinalizou para Laís entrar no banco do carona.

Laís hesitou por dois segundos, mas obedeceu. Entrou no banco do carona de seu "Pequeno Elfo", afivelou o cinto e ajeitou-se.

No instante seguinte, Jorge ligou o motor e o "Pequeno Elfo" arrancou pelas ruas de forma suave, sumindo da vista de Felipe.

A sensação de ser traído pelo mundo inteiro deixava seu coração como se estivesse jogado num liquidificador, a dor era tamanha que seu corpo começou a ter espasmos.

Quando Felipe se preparava para entrar no carro, uma Ferrari esportiva vermelha surgiu ao seu lado repentinamente.

A porta se abriu, revelando uma mulher estonteante com grandes cabelos ondulados e um vestido vermelho longo descendo do veículo. Ela usava óculos escuros, saltos altíssimos, possuía uma pele pálida e fria, e segurava um imenso buquê de rosas vermelhas deslumbrantes. Parecia uma chama noturna flamejante.

Num primeiro olhar, Felipe mal conseguiu reconhecê-la.

Só quando a outra exclamou surpresa:

— Felipe!

Felipe olhou por três segundos, antes de confirmar que aquela mulher cheia de maquiagem carregada e que parecia uma garota de programa, era, de fato, Sofia Ramos.

As sobrancelhas de Felipe uniram-se numa linha reta:

— Por que... você se vestiu desse jeito esquisito?

Sofia olhou para o seu próprio sobretudo vermelho, sob o qual vestia um vestidinho preto de alcinha, ela se perfumou e arrumou toda só para ofuscar qualquer mulher no aeroporto.

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