Felipe disse com uma voz gélida:
— Fique longe da minha mulher.
— Seu doente!
Jorge e Laís gritaram quase em uníssono contra Felipe.
Laís lançou-lhe um olhar frio, observando logo depois Sofia desmaiada no chão:
— Felipe, é melhor você dar atenção para a sua prima, não preciso da sua falsa preocupação.
Só de lembrar da decisão dele, escolhendo Sofia firmemente entre as duas, ela sentia uma repulsa imensa.
— Você está bem? Se machucou? Quer ir ao hospital?
Jorge perguntou, repleto de preocupação.
Laís sorriu levemente e balançou a cabeça:
— Eu não...
Ela ia dizer que estava bem, mas, antes que as palavras saíssem de sua boca, sentiu um calor escaldante começar a se espalhar pelo seu corpo.
Um sentimento bastante familiar.
Quase idêntico ao que sentira da última vez no acampamento.
Não me diga...
A expressão de Laís tornou-se terrível num instante; ela se desesperou internamente.
Seria possível que os sequestradores houvessem injetado nela a mesma substância da outra vez?
Laís olhou para Jorge de um jeito estranho.
Notando a mudança em sua expressão, Jorge estava prestes a perguntar o que havia de errado, quando percebeu que o rosto dela se ruborizava intensamente e que seu olhar começava a ficar embaçado.
Droga.
Tendo passado pela experiência anterior, Jorge compreendeu a situação imediatamente.
Sem hesitar um segundo, ele se preparou para pegá-la no colo.
No entanto, ao dar um passo à frente, sentiu o cano da pistola de Felipe pressionar suas costas. A voz dele era rouca e ameaçadora:
— Jorge, você passou dos limites!
— Laís ainda é a minha mulher! Coloque-a no chão!

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