Ela havia perdido muito peso, seus olhos estavam fundos. Quando saiu, o corpo frágil ameaçou desabar e ela quase caiu.
Melissa correu aflita para ampará-la, mas não evitou reclamar:
— Sofia! Me desculpe dizer isso, mas você foi burra demais!
— Como você pôde falsificar um teste de paternidade? Você destruiu a nossa família inteira, tem noção disso?
— Se ia falsificar, ao menos me avisasse antes. E agora? Eles pegaram a gente de jeito. A gente queria destruí-la de vez, e no fim nós é que nos ferramos!
Sempre que pensava naquilo, o sangue de Melissa fervia.
Contudo, Sofia ainda era a irmãzinha que ela vira crescer. Se Felipe conseguia lavar as mãos, ela não conseguiria deixá-la à própria sorte.
O jeito era tirá-las de lá uma por uma primeiro.
Quanto à mãe e à tia, procuraria outra solução depois.
O rosto de Sofia estava lívido, sem um pingo de cor. Caminhava trêmula, a voz rouca e fraca:
— Irmã... A essas alturas... de que adianta dizer essas coisas?
— Você acha... que eu queria isso? Eu também rezo para que aquela maldita da Laís suma de vez do nosso mundo, só assim... teremos paz!
— Eu não imaginava que ela fosse tão durona, que conseguisse... nos destruir desse jeito.
Ao se lembrar do tormento que vivera na delegacia, Sofia rangeu os dentes de ódio.
Foi então que Zoraida, de braços cruzados ao lado delas, disse num tom banal:
— Ao meu ver, não é que essa Laís seja tão forte. É que vocês é que são fracas demais!
— Fiquem tranquilas, o castigo da Laís já chegou!
— Vocês provavelmente não sabiam, não é? A filha dela está com leucemia, acabou de ser transferida para Suzano para tratamento! Ela mal tem tempo de respirar, essa é a melhor chance de vocês virarem o jogo!

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