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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 717

Laís virou-se e lançou um olhar indiferente para Zoraida.

Dava para notar que a outra se esforçara ao máximo para brilhar naquela festa.

Porém, embora o amarelo vibrante de seu vestido fosse chamativo, era um pouco exagerado e, à primeira vista, causava até certa vertigem.

Laís contraiu os lábios:

— Você sabe com o que está parecendo?

Zoraida hesitou por um momento e respondeu com rispidez:

— Parecendo com o quê? O que você quer dizer com isso, Laís?

Laís deu uma risadinha debochada:

— Parece a gema de ovo em uma sopa de tomate e ovo. No meio de todo esse vermelho, fica realmente muito amarelo.

Após falar, Laís nem se importou mais em dar trela a ela e virou-se para caminhar em direção à mesa principal, bem no centro do salão.

A gema na sopa de tomate e ovo?!

O rosto de Zoraida endureceu na mesma hora, e ela olhou de relance para o próprio vestido amarelo.

Em seguida, passou os olhos rapidamente por toda a decoração do evento, cujo fundo predominante era vermelho.

No instante seguinte, seu rosto adquiriu um tom cadavérico. Ela mordeu os lábios com força, enquanto suas unhas afundavam impiedosamente na própria carne!

Nesse momento, Laís já estava sentada confortavelmente no lugar de honra da mesa central.

A mesa inteira estava repleta de acionistas e veteranos do Grupo Vasconcelos, incluindo, obviamente, o presidente da empresa, Fernando Vasconcelos.

Patrícia e as três irmãs Vasconcelos não tinham status para sentar-se ali e estavam na mesa vizinha.

No instante em que Laís se acomodou, percebeu que todos os olhares imediatamente se convergiram para ela.

Ao mesmo tempo, Fernando Vasconcelos, que estava sentado ao seu lado, tomou a iniciativa de puxar assunto com ela — algo inédito e raro:

— Como está a minha netinha? Ela tem se comportado bem?

Laís mal podia acreditar no que ouvia.

Aquela era, sem dúvida, a primeira vez na vida que Fernando tomava a iniciativa de perguntar sobre a sua filha.

Laís virou a cabeça e lançou-lhe um olhar tranquilo, carregado de indiferença:

Afinal de contas, desde o dia em que Aline nascera, Fernando e Patrícia haviam sido tão avarentos que nunca lhe deram nem mesmo um envelope vermelho com mil reais.

Mas ali estava Fernando, mudando bruscamente de atitude, dizendo que queria dar um iate para Aline.

Embora Fernando já não participasse ativamente da operação do Grupo Vasconcelos há anos, Laís sabia muito bem que o velho ainda detinha muitos bens em mãos.

Enquanto trabalhava no Grupo Vasconcelos anteriormente, ouvira os veteranos comentarem sobre isso.

Quando Fernando aproveitou os vinte anos de ouro do setor imobiliário, ele havia lucrado bastante. Ele convertera todo aquele dinheiro em diversos ativos, mantendo-os sob seu controle absoluto.

Iates, imóveis residenciais e comerciais, terrenos, muitas antiguidades preciosas, joias... o velho acumulava muita riqueza privada. Essa, muito provavelmente, era a razão pela qual a jovem e bela Secretária Souto, mesmo considerando a idade dele, aceitara dar-lhe um filho.

Laís, obviamente, não seria tola o suficiente a ponto de ser inimiga do próprio dinheiro.

Aproveitando as palavras de Fernando, Laís questionou:

— Então, quer dizer que o senhor está pensando em reconhecê-la como neta?

Fernando mantinha o rosto sorridente:

— Ela é a única neta da nossa família. De uma forma ou de outra, o sangue dos Vasconcelos corre nas veias dela.

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