No segundo seguinte após fazer a pergunta, Felipe subitamente viu Laís e Clara sentadas em lados opostos da longa mesa, aprendendo a fazer arranjos florais.
Naquele instante, atrás do ar-condicionado, Patrícia já estava contorcida pelo espaço apertado, sufocando e sentindo que iria explodir a qualquer momento.
Ela ainda usava saltos altos e ficara imóvel em pé por quase uma hora; seus pés já estavam extremamente dormentes e latejavam, fazendo-a suar frio de dor.
Sua intenção original era sair assim que Laís e Clara fossem embora.
Mas quem diria que, em vez de partir, as duas começariam a aprender arte floral com toda a calma do mundo?
Patrícia estava se sentindo tão sufocada que rangia os dentes em segredo, espumando de raiva e com vontade de xingar.
Ela estava resistindo a duras penas, mas, no momento em que ouviu a voz de Felipe, foi como se tivesse encontrado uma tábua de salvação e, em um impulso, cambaleou para fora da fresta do ar-condicionado.
Acabou caindo no chão num estalo, com um barulho surdo, de pernas para o ar.
O estrondo repentino assustou a todos na sala, que se viraram simultaneamente para olhar.
O rosto de Patrícia estava esverdeado pela falta de ar. Ela jazia no chão, soltando gemidos de dor, demonstrando um sofrimento terrível.
Clara fingiu surpresa e comentou:
— Puxa, Hebe! Então havia alguém escondido nesta sala de chá escutando a nossa conversa pelas paredes? Por que você não disse antes?
A expressão de Hebe congelou, e ela entrou em pânico, balbuciando:
— Isso... Eu...
Ao ver Patrícia caída, Felipe correu para ajudá-la a se levantar e encontrou uma cadeira para ela sentar.
O rosto de Felipe transparecia indignação quando ele olhou para Hebe:
— Tia Hebe, o que aconteceu com a minha mãe? Ela não disse que vinha aqui fazer arranjos florais? Como acabou desse jeito?
Hebe sentiu-se completamente sem saída:
— ...

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