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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 758

Ele aguardava por ela no quarto justamente de propósito.

O que desejava era ver a irmã secretamente, mas sem que, por ora, mais ninguém soubesse.

Atualmente, ele estava transferindo seus fundos de forma progressiva para o Brasil, mudando seu domínio empresarial aos poucos para o país.

O investimento que fizera no Grupo Vasconcelos e o gasto monstruoso com Jorge para construir o Grupo Rio Grande, ambas as ações faziam parte desse seu planejamento de mudança estratégica.

Ninguém sabia mais do que ele que um plano só é exitoso quando mantido em segredo.

Portanto, por enquanto, ele não pretendia deixar nenhum estranho descobrir que Laís e ele eram irmãos de sangue.

Além do mais, ele agora possuía uma grande influência. Decidira retornar ao país não apenas porque passara tantos anos sentindo falta da terra natal e desejava restaurar a glória que a família Xavier e a família Linhares um dia ostentaram em Marbella...

Havia também outro propósito, que era desenterrar a verdadeira razão por trás do aniquilamento bizarro da família de seu avô materno no passado.

Ele escutara sobre isso por acidente certa vez, ao ouvir as duras brigas entre o seu pai — sob o efeito de álcool — e a sua prima distante.

Como sendo um dos herdeiros restantes da família Linhares, ele com certeza buscaria a verdade, limpando o nome e os pesares dos familiares que se foram.

Vendo que o rosto de Severino adquirira uma densa seriedade, acompanhado de um longo silêncio,

A curiosidade de Laís despertou na mesma hora.

Porém, bem quando se preparava para extrair até os mínimos detalhes do irmão, a campainha da porta soou repentinamente.

— Laís, abra. Eu trouxe frutas para você.

Jorge, notando que a porta não abria, enviou a Laís uma mensagem de voz.

Severino se levantou:

— Não deixe aquele garoto, Jorge, saber que estou aqui. Vou para o outro quarto me esconder por um tempo.

Dito isso, deslocou-se rumo ao outro quarto.

Caminhar com as pernas mecânicas, obviamente, era difícil de se adaptar.

Laís assistia aos seus tropeços ligeiros, e ao ver seu esforço gigantesco para aparentar firmeza, o coração apertou. O instinto natural seria avançar para ajudá-lo, mas temia que tal ação ferisse o orgulho do irmão.

Com os olhos colados nas costas dele, seguiu-o até entrar no outro quarto.

Laís então caminhou à porta e abriu. Contudo, ao abri-la, a cena que se encontrava diante dela a pegou inteiramente de surpresa.

Na porta, de pé, postava-se um homem perfeitamente maravilhoso e de aparência esbelta, medindo mais de 1,85m.

Sustentando com as mãos uma elegante bandeja de porcelana branca, a qual continha diversas cerejas de aparência impecável.

Capítulo 758 1

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