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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 759

No início, Laís sentiu-se um pouco constrangida ao ver aquilo.

Mas, neste momento, seu coração de repente se acalmou, pois ela subitamente percebeu um detalhe: Jorge parecia estar fazendo aquilo de propósito.

De propósito, vindo entregar cerejas de roupão, logo após o banho.

De propósito, com o cinto frouxo, criando uma exposição intencional para atrair a atenção dela.

Ele... estava tentando seduzi-la.

Ao perceber isso, o olhar de Laís permaneceu naquela visão de grande impacto por menos de um segundo.

E, na velocidade máxima, cravou-se com precisão no rosto de Jorge.

Ela cruzou os braços, ergueu uma sobrancelha e, com um sorriso contido, disse:

— Jorge, parece que a qualidade desse seu roupão não é das melhores. Como é que ele se abre tão fácil?

— No entanto, eu saio ganhando. Essa bela vista diante de mim é, sem dúvida, um colírio para os olhos.

Após dizer isso, Laís deu um passo à frente e, de repente, estendeu a mão.

Jorge, que aguardava a reação dela, ao vê-la avançar de repente, tornou-se o constrangido da situação, recuando instintivamente meio passo.

Seu pomo de adão moveu-se quase imperceptivelmente, e a postura antes confiante e desenvolta apresentou, em um instante, uma leve rachadura.

Laís observou aquele raro momento de nervosismo dele, e o sorriso em seus olhos aprofundou-se.

Tomando as rédeas da situação, ela avançou mais um passo com ousadia, apontando os dedos diretamente para a gola aberta do roupão dele.

A respiração de Jorge falhou no mesmo instante, e sua voz soou áspera:

— Laís, você...

Desta vez, era ele quem se sentia desconfortável, quase estendendo a mão por instinto para fechar a borda do roupão.

Ele não esperava que Laís fosse repentinamente tão ousada, e, num instante, as pontas de suas orelhas ficaram rubras.

— Não se mova, deixe comigo.

O tom de Laís era tranquilo. Após deter o movimento dele com a mão, seus dedos agarraram com precisão as duas pontas do cinto, amarrando-as rapidamente e fazendo um laço perfeito.

— Jorge, sua técnica de sedução ainda precisa melhorar.

— Olhe só para você, por que ficou tão vermelho?

Jorge jamais imaginaria que Severino apareceria de forma tão furtiva no quarto de Laís.

Ao recordar a cena carregada de tensão sexual, mas que perdera toda a força no final, Jorge sentiu o corpo inteiro travar, incapaz de se mover.

Era uma verdadeira morte social.

Levou bons segundos até que Jorge finalmente reagisse, com sua figura alta balançando levemente:

— Espera aí, Severino, você veio ver a Laís e por que não me avisou?

Severino apertou os lábios, e em seu rosto pálido e doentio surgiu um leve sorriso:

— Eu vim ver a minha própria irmã, por que teria que avisar você? Você não é nada da minha irmã.

Aquela provocação deixou Jorge ainda mais sem graça.

Laís não conseguiu mais prender o riso e, instintivamente, tentou salvar a pele de Jorge:

— Irmão, também não diga isso. O Jorge é meu melhor parceiro de negócios e tem me ajudado muito ultimamente.

Após dizer isso, Laís pegou a tigela de cerejas na mesa de centro, aproximou-se, pegou uma e entregou com naturalidade a Severino.

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