O coração de Jorge recém se enchia de uma pontada de felicidade.
Quando, inesperadamente, uma mão grande e forte se interpôs entre os dois.
Logo em seguida, Jorge sentiu seu braço ser empurrado para cima com muita força.
O braço de Felipe parecia ter sido enfiado no meio de forma casual, mas na verdade carregava uma força irresistível, afastando Jorge firmemente do lado de Laís.
Depois disso, o corpo inteiro de Jorge foi forçado a se apoiar no ombro largo e firme de Felipe.
Durante aquela transferência, Felipe lançou a Jorge um olhar gélido, cheio de advertências.
Surpreso, Jorge conseguiu focar na figura do homem diante de si.
Era o insistente fantasma do Felipe Vasconcelos de novo.
Com o rosto fechado, Felipe começou a repreendê-lo:
— Se você não aguenta beber, não tente se exibir tomando tanto. Quem ganhou o prêmio esta noite foi a Laís, não você. Por que precisava chamar tanta atenção?
— ...
— E além disso.
— Se bebeu demais, poderia ter pedido ajuda a um garçom. A Laís é tão magra, não tem força para isso. Você não percebeu que ela já estava envergando sob o seu peso?
Felipe falava com retidão, ostentando uma expressão severa.
Jorge olhava para ele, perplexo. Sua primeira reação foi achar tudo aquilo cômico, e só na segunda pensou em revidar:
— Espera aí, Felipe. Por acaso você é a polícia do universo para querer controlar tudo?
Felipe olhou para Jorge com indiferença, mas sem a menor intenção de soltar o braço dele.
Vendo a porta do elevador se abrir, Felipe puxou Jorge lá para dentro sem dizer mais nada.
Parada ali atrás, assistindo àquela cena, a primeira reação de Laís também foi achar tudo absurdo, para logo depois ficar sem saber se ria ou chorava.
Certo, já que Felipe queria fazer aquele trabalho pesado, ela o deixaria em paz.
Laís deu um sorrisinho e o seguiu para dentro do elevador.
— Felipe, já que decidiu ser o bom samaritano, seja até o fim. Por favor, me acompanhe até o meu quarto.
— E depois me ajude a tirar o casaco e os sapatos, e me dê um banho, não... não se esqueça.
Após dizer isso, Jorge fechou os olhos, fingindo estar completamente inconsciente.
Seus cílios bem fechados tremeram quase imperceptivelmente, enquanto os lábios esboçavam um sorriso muito sutil.
Felipe sentiu como se uma montanha inteira tivesse despencado sobre ele, suportando todo aquele peso.
— Jorge! Acorda! Jorge!
Felipe gritou entre dentes, tentando despertar Jorge, mas ele permanecia de olhos bem fechados, com uma postura tranquila, parecendo a bela escultura de um homem dormindo.
Enquanto isso, a coluna de Felipe quase cedia sob o peso dele, e uma leve camada de suor já se formava na sua testa.
Incapaz de aguentar por mais tempo, Felipe pensou em jogá-lo no chão, quando ouviu a voz serena de Laís ao seu lado:
— Felipe, se você quis tanto ajudá-lo, é bom que o segure direito. Se deixar o Jorge cair e ele se machucar, considerando o status que ele possui no setor da arquitetura do País A, você nunca mais poderá colocar os pés aqui.

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