Com o semblante sombrio, ele sentiu um pressentimento nefasto brotar no coração. Por algum motivo, sua pálpebra direita, que nunca tremia, começou a palpitar inexplicavelmente.
Sem conseguir se conter, ele sussurrou para Charles:
— Charles, por favor, acelere um pouco, vamos sair dessa área o mais rápido possível!
Charles também havia se assustado muito com a situação. Soltando um palavrão agressivo, ele buzinou freneticamente, avançando com dificuldade em meio ao cerco daqueles mortos-vivos.
No entanto, o ronco do motor não parecia intimidar aquelas pessoas.
Eles cercaram o veículo por todos os lados, emitindo sons de arranhões e risadas bizarras que faziam os pelos se arrepiarem.
Aquele barulho extremamente bizarro fez com que as costas de Laís ficassem encharcadas de suor frio.
Sem que percebesse, sua mão estava fortemente entrelaçada à de Jorge, e as palmas de ambos estavam cobertas de suor frio e pegajoso.
E foi nesse instante que soaram algumas buzinadas extremamente altas de carro vindas de trás.
Laís e Jorge sentiram uma ponta de esperança, virando-se rapidamente para olhar, acreditando que alguém viera ajudá-los a romper o bloqueio.
Contudo, para a total surpresa deles, alguém no carro de trás repentinamente disparou vários tiros contra o veículo deles!
— Bang!
O carro de Charles emitiu um estrondo ensurdecedor, seguido pelo grito de pânico dele:
— Ferrou! Eles furaram nossos pneus a tiros! O carro não vai andar!
Ainda em choque, Charles virou a cabeça para trás, pronto para dizer algo.
De repente, uma bala atravessou o vidro traseiro, voando em linha reta e atingindo Charles bem no meio da testa!
Os cacos de vidro voaram em todas as direções como granizo afiado, caindo sobre os rostos, braços e o resto do corpo de Laís e Jorge.
Muitos dos moradores de rua foram atingidos pelas balas perdidas, caindo sucessivamente em poças de sangue.
— Laís! Corre!
Jorge rugiu baixo, puxando Laís do chão num movimento bruto, e a arrastou em direção a um beco estreito na lateral da rua.
Aqueles homens haviam chegado com ferocidade e não eram de brincadeira.
Consciente do perigo extremo em que se encontravam, Jorge praticamente carregou Laís enquanto corriam, olhando para trás repetidas vezes para observar o que acontecia.
Era um veículo utilitário verde.
Parecendo notar que eles já haviam abandonado o carro para fugir pelo beco, três homens vestidos totalmente de preto, empunhando submetralhadoras, saltaram do veículo.
Eles estavam fortemente armados, com gorros e máscaras pretas, além de mangas e luvas escuras, lembrando demônios vindos do inferno, caminhando a passos largos na direção em que Laís e Jorge haviam fugido...

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