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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 791

— Bang! Bang!

As balas rasparam nas paredes e o som dos tijolos se despedaçando estourou em seus ouvidos.

Sendo arrastada por Jorge, Laís tropeçou enquanto entravam no beco estreito.

A luz era fraca ali dentro, com paredes manchadas e montes de lixo de ambos os lados. O ar estava impregnado de um cheiro de podridão ainda mais forte.

— Abaixe-se!

Jorge forçou Laís bruscamente para baixo, escondendo-a atrás de uma mureta, enquanto ele próprio se colou à parede, esticando metade do corpo para espiar a entrada do beco.

Sua respiração estava acelerada e pesada, mas seu olhar permanecia incrivelmente calmo.

Laís se encolheu atrás da mureta, o coração quase saltando do peito.

Ela conseguia sentir o corpo de Jorge, tenso como a corda puxada de um arco. Claramente, ele também estava morrendo de medo.

Os passos se aproximavam cada vez mais.

Se continuassem escondidos ali, em poucos minutos estariam completamente expostos e seriam capturados por aqueles homens, aguardando-os um destino totalmente desconhecido e aterrorizante.

Jorge baixou a voz o máximo que pôde:

— Laís, me escute... Fique aqui e não se mexa. Vou me levantar e atraí-los para longe.

— Assim que eu os afastar, você corre! Corra para o leste!

— Se bem me lembro, há uma entrada para a rodovia no leste da cidade! Lá terá polícia! Vá pedir ajuda!

Ao ouvir aquilo, Laís se assustou e instintivamente tentou segurar o braço dele:

— Jorge...

Mas, antes que ela pudesse falar, Jorge já havia se levantado e disparado em alta velocidade para a esquina oposta.

Os três homens de preto, ao verem Jorge fugindo, imediatamente começaram a segui-lo.

Não sabia ao certo quanto tempo passara correndo, mas sentia que seus pulmões haviam se transformado em chumbo, queimando dolorosamente.

Bem quando suas pernas cederam, avisando que o limite havia chegado e que estava prestes a despencar de joelhos, uma mão a asfixiou pelo pescoço num ataque repentino por trás!

Imediatamente, sua respiração foi interceptada, e uma terrível sensação de sufocamento a atingiu em cheio.

Ela não tinha espaço para se virar nem via o rosto do agressor, porém captou um cheiro singular, um perfume suave, contudo, extremamente nítido.

Era um odor peculiar, o tipo que impregna na pele e se mistura ao corpo após anos de uso contínuo da mesma colônia.

O cheiro pareceu vagamente conhecido, como se o tivesse inalado antes, mas o nome do responsável escapou à mente de Laís naquele segundo de terror.

Durante o espasmo instintivo de lutar, a pressão asfixiante abrandou do nada.

Rapidamente, porém, aquela mesma mão deslizou para cima, tapando com firmeza a boca e o nariz dela.

Laís lutou contra as mãos do assaltante, tentou recuar, mas a empunhadura era cruel e inabalável.

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