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A Segunda Vida da Senhora Laís romance Capítulo 828

Duzentas flexões; ele as fez em um ritmo alucinante, carregado de explosão e força.

A regata branca já estava completamente encharcada de suor, colada ao seu tronco esguio, delineando os contornos quase agressivos de seus músculos.

A cada subida e descida, a amplitude de seus músculos dorsais e a firmeza dos braços brilhavam sensualmente sob o reflexo do suor.

Finalmente, sentiu o calor escaldante dissipar-se por completo.

Só então ele parou o movimento, erguendo o corpo devagar.

Limpou o suor da testa distraidamente, pegou uma garrafa de água mineral gelada, inclinou o longo pescoço e bebeu mais da metade em apenas alguns goles.

Em seguida, virou a garrafa sobre a própria cabeça, derramando toda a água gelada restante sem hesitar.

Ele inspirou fundo, conseguindo, por fim, controlar aquele tormento sufocante.

Tinha sido por um triz. Quase não conseguira se segurar para não tomar Laís ali mesmo, sem pensar nas consequências.

Felizmente, lutara com todas as forças para conter aquele desejo instintivo que fervia dentro dele.

-

Laís entrou em outro quarto, com a intenção inicial de trocar de roupa.

Porém, deparou-se exatamente com a cena dele fazendo flexões na sacada.

Como se guiada por uma força invisível, caminhou inconscientemente até a janela e ficou observando em silêncio o movimento repetitivo daquele homem.

Os olhos dela fixaram-se na regata ensopada de suor, no brilho da umidade escorrendo por seu pescoço e braços, e nas proporções quase perfeitas de seus ombros largos e cintura estreita.

Tum...

Laís pôde escutar com clareza as batidas fortes ecoando em seu próprio peito.

Logo em seguida, os batimentos aceleraram, tornando-se cada vez mais pesados.

Um formigamento indescritível percorreu seu corpo, subindo pela espinha até a nuca.

Especialmente quando viu Jorge derramando a água sobre a cabeça, ela sentiu um baque avassalador.

Instintivamente mordeu o lábio e puxou o ar com força, precisando de muito esforço para estabilizar suas emoções.

Estava prestes a dar meia-volta e sair quando, por coincidência, Jorge olhou para trás.

Ao notar a silhueta dela, ele imediatamente a chamou:

Num sobressalto, deu um passo para trás, tentando estabelecer uma distância segura.

No entanto, por um descuido, bateu com a nuca diretamente na maçaneta da porta de vidro, com um baque surdo.

— Ai!

A dor a fez levar as mãos imediatamente à cabeça, soltando um pequeno grito.

— Doeu muito? Foi forte?

Vendo isso, Jorge correu até ela em pânico, segurando-a pela cabeça para examinar com pressa o local machucado.

Com as mãos dele amparando sua nuca, a testa de Laís acabou repousando perfeitamente no ombro do homem.

Aquele leve perfume de pinho misturado ao aroma do suor invadiu suas narinas, fazendo seu coração pular uma batida, mais uma vez fora de controle.

Os dedos de Jorge deslizaram pelos cabelos dela, massageando delicadamente a área vermelha; seus movimentos eram suaves, como se estivesse segurando o mais raro dos tesouros.

Sem perceberem, os corpos dos dois se aproximaram outra vez.

A distância segura que Laís havia tentado desesperadamente manter desmoronou por completo naquele instante...

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