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A Serva Do Príncipe Vampiro romance Capítulo 2

Hanna

— Sim, essa é minha filha, vossa majestade.

— Majestade. — Curvei-me novamente ao cumprimentá-la respeitosamente.

Estava nervosa, ela me olhava com rigor, certamente por eu estar com vestes inadequadas, ou por eu ser uma estranha que iria servir seu filho mais novo.

— Certo. Deixarei isso em suas mãos. Há tantas coisas para providenciar e justamente hoje aquele criado se machucou.

— Cuidarei disso, vossa majestade. Não se preocupe.

A rainha suspirou ainda olhando para mim e saiu. Só quando sumiu por uma porta é que pude respirar direito.

— Acho que ela não gostou de mim — comentei baixinho.

— Bobagem. Quem não gostaria de você? É uma moça bonita e carismática.

Alisou meu rosto. Bem, não me achava das mais bonitas, mas também não desgostava da minha aparência. Eu também não era tão moça assim, com vinte e cinco anos nas costas, eu já devia ter me casado.

— A rainha está apreensiva, apenas isso. Eles estão atrasados em alguns dias, ela está temerosa que alguém tenha se machucado.

— Mas os vampiros se curam rápido.

— Sim, mas ela é mãe e está preocupada. Agora vamos nos apressar.

Acompanhei-a até a cozinha, eu quase nunca vinha no castelo, mas quando acontecia, não passava dali. A comida preparada para os servos humanos era deliciosa. Minha mãe sempre levava algo para mim e meu pai.

A ajudei a pegar os grossos lençois e alguns ítens de limpeza, depois seguimos para os aposentos do príncipe. Eram tantos degraus que me perguntei se tinha a necessidade de um castelo ser tão alto.

Quando enfim chegamos ao quarto, já estava quase me deitando. Eu não era preguiçosa, mas com o sono que estava, seria capaz de dormir ali no chão.

— Abra as cortinas, filha — pediu e prontamente obedeci.

Minha mãe se encarregou de acender mais velas nos castiçais enquanto me ocupei em observar o quarto, realmente digno de um príncipe. Grande e decorado com ouro e prata.

Havia quadros com pinturas estranhas, porém, bonitas. No centro de uma das paredes, uma grande cama e em volta, cortinas vermelhas com detalhes negros e dourados, todas bem amarradas em cordas de fios dourados.

Suspirei. Eu não pertencia a esse lugar.

Olhei para fora, era uma visão privilegiada do reino, mesmo à noite.

— Troque os lençois e tire o pó dos móveis, por favor. Deixe tudo limpo. — Virei para a minha mãe que acendia a última vela no castiçal de cima de um móvel de madeira.

— A senhora não vai ficar?

Eu não pertenço a esse lugar. 1

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