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A Serva Do Príncipe Vampiro romance Capítulo 4

Hanna

O príncipe apertou em minhas bochechas com uma só mão, ele ergueu o suficiente para que o encarasse, seus dedos apertaram a ponto de doer.

Seus olhos vermelhos eram frios e perigosos, mas mantive-me firme. Se era para morrer, que fosse com dignidade, mas lamentava que fosse por um motivo tão banal.

— Fale pouco para não ter sua língua arrancada, humana.

O príncipe me soltou e passei a mão no lugar do aperto. Ele virou de costas e começou a tirar suas vestes.

— Prepare meu banho.

— Sim, vossa alteza — respondi e andei apressada até a porta que dava acesso à área de banho.

Só quando a fechei que pude respirar direito. Puxei a respiração algumas vezes antes de caminhar até o braseiro no canto do cômodo, esse que mantinham um caldeirão de água aquecido.

Que ótima boa impressão, eu devia melhorar meu temperamento para meu próprio bem. Felizmente, estava perto do amanhecer e se não morrer até lá, estarei livre.

Peguei o caldeirão e despejei a água quente dentro da banheira com água fria. Fui cuidadosa em deixar a temperatura agradável, embora não soubesse como ele gostava, mas eu não ia perguntar.

Os vidros de produtos para o banho estavam ao lado e eu não fazia ideia de qual usar. Abri um e achei cheiroso, eu não tinha nada disso, meu banho era apenas para tirar o suor e sujeira de um dia longo de trabalho na terra. Aqueles produtos eram feitos apenas para os nobres.

A porta foi aberta e de imediato levantei. Foi inevitável não olhar o corpo nu que caminhava de forma despreocupada em minha direção. Abaixei a cabeça rapidamente quando percebi estar olhando demais.

Droga, eu gravei tudo, nunca vi um príncipe nú, mas nossa, ele é bonito.

O príncipe passou por mim e entrou na banheira. Ele relaxou na água e colocou os braços sobre as bordas. A banheira era pequena para ele, já que seus joelhos flexionados estavam fora da água, no entanto, ele fechou os olhos como se apreciasse estar ali dentro.

— Com sua licença, vossa alteza. — Fiz uma reverência e me virei para sair.

— Onde pensa que vai, serva?

— Sair para que tenha privacidade em seu banho.

— Seu trabalho não acabou. Venha lavar minhas costas e meus cabelos — exigiu sem nem abrir os olhos.

Apertei minhas mãos em punhos. Minha mãe estava muito enganada sobre ele. Oryan é um tirano e seria capaz de me matar por muito pouco. E também, o que custa dizer um por favor?

Peguei um vidro e ele observou de canto de olho antes de suspirar.

— O branco é para os cabelos e o transparente para o corpo. Preste atenção para que eu não tenha que repetir.

Será que vampiros morrem afogados? 1

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