Já passava das nove da noite quando Pedro e a filha voltaram para casa.
Ana segurava a barra da roupa de Pedro, e desceu do carro lentamente.
Porque sua mãe estava em casa, ela, na verdade, não queria voltar.
Mas a tia Sofia disse que a mãe tinha vindo especialmente para passar a noite com ela e com o pai, e que, se não voltassem, ela ficaria triste.
O pai também falou que, se não voltassem, a mãe com certeza iria se juntar a eles no passeio do dia seguinte.
Ela não teve escolha e acabou concordando em voltar.
Mesmo assim, ainda estava um pouco preocupada e, com um ar de frustração, disse:
— Papai, e se a mamãe insistir em ir com a gente amanhã?
— Não vai insistir. — Pedro respondeu com firmeza.
Nos anos de casados, embora Isabela sempre procurasse formas de passar mais tempo com ele, ela também sabia se comportar. Desde que ele demonstrasse que não queria, ela jamais ousaria contrariá-lo.
Na memória de Ana, Isabela sempre foi muito obediente às palavras de Pedro.
Se ele dizia que não ia acontecer, então ela sabia que não aconteceria.
Finalmente, Ana se acalmou.
Seu humor melhorou instantaneamente e, esquecendo a irritação que sentiu antes, ela entrou saltitando e foi direto até dona Rose para avisar que queria tomar banho.
— Tá bom, tá bom. — Dona Rose respondeu, acenando com a cabeça. Se lembrando da instrução de Isabela, entregou um envelope ao Pedro. — Sr. Pedro, a Sra. Santos pediu para entregar isso ao senhor.
Pedro pegou o envelope e perguntou casualmente:
— E ela?
— A Sra. Santos foi embora na hora do almoço, o senhor não sabia?
Pedro parou por um instante e, se voltando para perguntar, disse:
— Ela foi embora?
— Sim.
Isabela ter vindo de repente para o País A havia sido algo que Pedro nem deu oportunidade para ela explicar.
E ele não se importava.
Quando soube que ela já tinha partido, não deu muita importância.
Ana também ficou surpresa.
Ao ouvir, sentiu uma pontada de tristeza no peito.
Ela ainda estava pensando que, se a mamãe não fosse com eles no passeio, seria bom ter a companhia dela à noite.
Além disso, quando estava lixando as conchas, os dedos sempre doíam e ela pensava em pedir para a mãe ajudá-la.
Pedro e Isabela já estavam há meses sem se ver. Isabela havia finalmente conseguido vir, mas nem sequer teve a chance de ver Pedro. Dona Rose, ao se lembrar de como Isabela parecia ter uma expressão estranha ao partir, não pôde deixar de comentar:
— Sr. Pedro, a Sra. Santos não parecia bem quando foi embora, parecia até um pouco irritada.
Dona Rose havia inicialmente pensado que Isabela tinha algo urgente e por isso precisou voltar para o país de forma tão apressada. Mas, agora que soube que Pedro não sabia de sua partida, percebeu que algo não estava certo.
Irritada?
Isabela, diante dele, sempre se mostrou tão pacífica e compreensiva.
Nunca imaginou que ela pudesse ficar brava.
Isso, sim, era novidade.
Pedro deu um sorriso indiferente, respondeu de maneira vaga a dona Rose e subiu para o andar superior.
Ao chegar ao quarto, estava prestes a abrir a carta que Isabela lhe havia deixado, quando o telefonema de Sofia tocou. Após atender, Pedro jogou o envelope para o lado e saiu rapidamente.
Pouco depois, o envelope caiu do lado da cama, indo parar no chão.
Naquela noite, Pedro não voltou para casa.
No dia seguinte, quando dona Rose subiu para limpar o quarto, viu o envelope no chão e o reconheceu como o mesmo que Isabela lhe pediu para entregar ao Pedro no dia anterior.
Ela achava que Pedro já tinha lido a carta e, como sempre, a deixou de lado, guardando ela no armário.
...
Isabela desembarcou do avião e, ao chegar em casa, subiu diretamente para o andar superior para arrumar suas coisas. Afinal, já se passavam seis anos, e ainda havia muitos itens dela pela casa.
Porém, ela levou consigo apenas algumas roupas, dois conjuntos de utensílios diários e alguns livros profissionais.
Após o casamento, Pedro depositava uma quantia mensal para ela e para a filha, dividida entre duas contas bancárias.
No começo, quando a filha chegou no País A, ela não se acostumou e sentia muita falta dela, pensando em ligar a todo momento.
Mas, conforme o tempo foi passando e ela ficou cada vez mais adaptada, as ligações se tornaram menos emocionais, com a filha ficando cada vez mais impessoal e impaciente nas conversas.
Na verdade, o despertador já não fazia mais sentido.
Era apenas ela, relutante, que não conseguia deixar de usá-lo.
Pensando nisso, Isabela deu um sorriso amargo.
Depois de hesitar um pouco, ela apagou o alarme e, desligando o telefone, voltou a dormir.
Do outro lado, Pedro e Ana já haviam terminado o café da manhã.
Embora Pedro soubesse que Isabela geralmente ligava para a filha todos os dias nesse horário, ele não estava em casa todos os dias e, por isso, não se importava tanto com isso.
Hoje, quando ele percebeu que Isabela não havia ligado, notou, mas não deu muita importância. Terminou o café da manhã e subiu para trocar de roupa.
Ana achava que Isabela estava ficando cada vez mais chata e que ela já não gostava de conversar com ela tanto quanto antes.
Quando percebeu que, mesmo tão tarde, Isabela ainda não tinha ligando, pensou que talvez algo tivesse atrasado a mãe.
Seus olhinhos escuros brilharam de um jeito travesso, e ela pegou a mochila, correndo para fora de casa.
Dona Rose viu e, apressada, a seguiu, dizendo:
— Ana, ainda está cedo. Você pode sair mais tarde, ainda dá tempo!
Ana não ouviu e, feliz, correu até o carro.
Era raro que sua mãe não ligasse no horário habitual.
Se ela não saísse agora, quando a mãe ligasse, teria que conversar com ela, e ela não queria isso de jeito nenhum!
...
Após o casamento, Isabela entrou para o Grupo Santos.
Ela havia se juntado àquela empresa por causa de Pedro.
Agora, que o divórcio estava decidido, ela não tinha mais razão para continuar na empresa.
Na manhã seguinte, ao chegar ao trabalho, Isabela entregou sua carta de demissão a Antônio Oliveira.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Sra. Santos Quer se Divorciar Há Muito Tempo
Mais um dia sem nada !!!!! Desse jeito é denunciar este site !...
Mais um dia sem Capítulo!!! CADÊ OS CAPÍTULOS? Eu paguei , e não leio de Graça !!!! Este livro já foi escrito e vocês só fazem a tradução, não é isso ??? Então para de brioc nos leitores e libera os capítulos, 3 dias sem nada não é certo !!...
Cadê o autor? tá brincando de escrever vamos desenrola essa situação aí...
Pra uma mãe a Isabella é muito desinteressada na vida da filha ela não pergunta nada pra ela. Ou demonstra afeto pela própria filha...
Que coisa!!! Mais um capítulo sem graça. Vou ter que aguentar até acabar meus créditos e daí saio desta armadilha de arrancar dinheiro Pois isso é o que é …...
Penso que a Autora se perdeu no caminho, uma história, sem encanto, vulgar e sem encanto. Desisti...
Poderia mudar o título agora para " perseguição de Sofia" deve durar uns 200 capítulos, todos vão sumir da história 🤣🤣🤣...
Sinceramente,um capítulo inteiro com um diálogo inútil, de um personagem sem relevância nenhuma na história. Deve ser falta de inspiração....
Um livro que tinha tudo pra ser incrível, tornou-se uma piada é simplesmente nojento a relação de Pedro com a Sofia, principalmente porque ele sabia de tudo e o mais nojento ainda é o autor colocar a Isabella nessa posição e nada de bom acontece...ou são 7anos e nada se desenvolve pra verdade aparecer...se não tem mais o que escrever...finaliza.As vezes fico mim perguntando sobre o próprio caráter do autor...é simplesmente nojento essa situação. Os valores morais hoje em dia é degradante...se a história desenvolver-se em cima da verdade eu daria parabéns para o autor......
Carregando os próximos capítulos....,.......,....