Oziel: ...
Yuriel: ...
A briga anterior entre eles tornava o momento atual extremamente constrangedor.
Afinal.
Havia apenas um carro, então eles teriam que voltar juntos.
— Você...
Yuriel coçou a cabeça e foi o primeiro a falar.
— Entre no carro.
— Certo.
Oziel não se fez de rogado, abriu a porta e sentou-se no banco do passageiro.
Dentro do carro.
O silêncio era absoluto, apenas o zumbido do motor era audível.
— Cof, cof...
Yuriel se recompôs, tirou um maço de cigarros do bolso e ofereceu a Oziel.
— Klébia não gosta do cheiro de cigarro, eu parei. — Oziel recusou.
Desde que soube que Yuriel estava "seguindo seus passos", Oziel sentiu sua confiança aumentar instantaneamente.
Ambos estavam "assaltando o berço", quem era melhor que o outro?
— Ah.
Yuriel hesitou por alguns segundos, jogou o cigarro de qualquer maneira no porta-luvas e um sorriso surgiu em seus lábios.
— Você realmente obedece à minha irmã.
— É o meu dever. — Oziel ajustou a gravata e disse lentamente. — É uma tradição da família Andrade: ouça a esposa e prosperará.
...
Yuriel quase perdeu o controle do volante e disse com um sorriso irônico:
— As regras da sua família... são muito boas.
Se sua irmã se casasse com ele, não sofreria.
— Yuriel...
Após uma pausa de alguns segundos, Oziel abriu os lábios finos, sua voz preguiçosa.
— Sobre essa coisa de assaltar o berço...
Essa frase atingiu Yuriel em cheio.
Ele o havia insultado terrivelmente antes, e agora...
Que ironia do destino!
— Cof, cof...
Yuriel tossiu duas vezes para aliviar o constrangimento.
— As coisas do coração são incontroláveis às vezes. Contanto que você trate bem a Klébia, a idade não é um problema.
...
Oziel o encarou, querendo rir, mas se conteve para não demonstrar sua alegria.
Deixa pra lá.
Afinal, ele era seu futuro cunhado.
Era melhor manter um pouco de respeito.
— Sim, o que você disse está certo. — Oziel assentiu, concordando. — O sentimento pode realmente superar tudo, especialmente a idade.
— Entendi.
Yuriel compreendeu e ergueu o queixo para Oziel.
— Vamos beber juntos um dia desses.
Oziel:
— Vamos jantar. Klébia também não gosta que eu beba.
Yuriel: ...
Tsc.
Sua irmã realmente sabia como impor sua autoridade.
—
Nesse momento.
No outro carro.
Dandara estava sentada em um canto com uma expressão abatida, brincando com os dedos.
Era um pequeno hábito que ela tinha quando estava chateada.
— O que foi? — Klébia olhou para ela e perguntou em voz baixa. — Não foi bem no exame?
— Tudo bem.
Dandara não queria preocupar sua prima, e além do mais, a família Serpa não era de se brincar.
Embora sua prima tivesse a proteção do Sr. Andrade, eles ainda não eram casados.
Ela temia que, se a família Serpa espalhasse boatos sobre elas, isso pudesse envolver sua prima e afetar a opinião da família Andrade sobre ela.
— Que bom, então.
Klébia percebeu que ela estava mentindo, mas não a desmascarou.

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