— Tenho umas coisas para resolver aqui, pode ir na frente.
Valentino pegou a mochila, colocou-a nas costas de Klébia e aproveitou para lhe entregar um copo de suco de manga.
— Tá. — Klébia assentiu levemente, saindo com o suco nas mãos.
— Klébia. — A voz de Valentino soou novamente quando ela estava prestes a sair. — As notícias na internet...
— Não ligue. — Klébia tomou um gole de suco e falou com indiferença, a expressão despreocupada.
Certas coisas ficavam mais complicadas quanto mais se explicava.
Era apenas questionarem se ela tinha talento ou se merecia ser a protagonista do MV dele.
Sendo assim, deixaria os resultados falarem.
Guerra de palavras?
Era a coisa mais inútil que existia.
Ela gostava de... agir, não falar.
Agir era muito mais simples.
— Tudo bem. — Valentino assentiu e, após acompanhar Klébia até a porta, disse suavemente. — Faço como você quiser. Quando você disser para anunciarmos nossa relação, nós anunciamos.
Anunciar a relação?
Thelma, que seguia silenciosamente atrás, fez uma expressão de quem ia ter um treco de tanta emoção.
Era verdade, era verdade.
O casal que ela shippava era real.
Valentino e a Sra. Lua eram realmente namorados.
Beleza, corpo e talento, os dois tinham tudo; combinavam demais, não é?!
— Valentino, o diretor está te procurando. — O assistente saiu bem na hora, interrompendo a conversa.
— Certo. — Valentino deu algumas recomendações breves a Klébia e, ao sair, passou o olhar casualmente por Thelma.
— Uh. — Thelma fechou a boca imediatamente, assustada, exibindo um olhar muito sincero.
Ela não ouviu nada, não viu nada.
A Sra. Lua era tão boa para ela, com certeza guardaria o segredo dos dois.
Hehe.
Ela curtiria o casal em segredo.
— Tchau, Valentino. — Thelma abaixou a cabeça com bom senso, despedindo-se respeitosamente.
Assim que Valentino saiu do campo de visão.
Thelma correu até Klébia e disse emocionada
— E mais... — Thelma olhou em volta para garantir que ninguém se aproximava e sussurrou cuidadosamente. — Vou manter segredo absoluto sobre sua relação com o Valentino.
— Até isso você sabe? — Klébia piscou, perguntando curiosa.
Pensando bem.
Era verdade.
Oziel era muito atencioso com ela, e como os dois se pareciam, era normal Thelma perceber.
— Obrigada. — Klébia deu um tapinha no ombro de Thelma e sorriu.
— É o mínimo, Sra. Lua. — Thelma, ao receber o toque no ombro, corou, com os olhos transbordando felicidade.
A Sra. Lua era linda demais.
Mal acabou de falar, o celular tocou.
— Alô.
Ao ver quem ligava, um sorriso suave surgiu no rosto da garota, a voz preguiçosa
— Tá.
Não demorou muito.
Um carro esportivo preto virou a esquina e se aproximou. Thelma não reconheceu a marca, mas parecia muito caro.

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