Quem seria?
O carro parou.
A porta se abriu, e o que se viu primeiro foram duas pernas longas e torneadas.
Olhando mais para cima...
Thelma respirou fundo, as pupilas dilatando gradualmente.
Que homem lindo.
Que celebridade era aquela? Como ela nunca o tinha visto?
Com esse rosto, era impossível!
— Senh...
Enquanto Thelma se preparava para perguntar à garota ao lado, Klébia adiantou-se e parou bem na frente do homem.
Thelma: "?"
A Sra. Lua realmente o conhecia.
— Cansada? — Oziel segurou a mão de Klébia com a esquerda e acariciou o rosto dela com a direita, um sorriso carinhoso no rosto bonito.
— Mais ou menos. — Klébia encostou-se no peito dele, reclamando com cansaço. — A comida do set era ruim, quero comer o que a Samara faz.
— Tudo bem. — Oziel sorriu e disse suavemente. — Samara já deixou tudo pronto, poderá comer assim que chegarmos.
— Hum. — Klébia assentiu e, antes de sair, olhou para trás para se despedir de Thelma, que estava paralisada no lugar. — Já vou.
— Tchau, Sra. Lua.
Thelma levantou a mão, acenando para Klébia com uma expressão confusa, como se tivesse visto um fantasma.
Só quando o carro desapareceu.
Thelma recobrou os sentidos, revirando os olhos e pensando na cena que acabara de presenciar.
A interação da Sra. Lua com aquele homem era claramente muito mais íntima do que com o Valentino.
E mais...
Os dois iam jantar juntos em casa, será que moravam juntos?
Não, não.
Thelma balançou a cabeça com força, forçando-se a acordar.
A Sra. Lua e o Valentino não estavam num namoro secreto?
Quem era esse homem então?
Será que...
A Sra. Lua estava namorando dois homens ao mesmo tempo?
Meu Deus, meu Deus.
Oziel tinha muitos fãs fanáticos.
Se a identidade dos dois fosse exposta agora, ela podia imaginar perfeitamente a cena de paparazzis e falsos fãs acampados na porta do Colégio Alegre Aprendizagem todos os dias.
Que cansaço.
Não afetaria apenas a escola, mas também os alunos que estavam se preparando para o vestibular.
— Falamos disso depois. — Klébia bocejou, com bastante sono. — Vou dormir.
— Tá bom. — Oziel a cobriu com o edredom e disse baixinho. — Durma primeiro, vou resolver algumas coisas.
Embora Klébia não concordasse em divulgar a relação dos dois, ele não podia tolerar aquelas palavras desagradáveis na internet.
O que tivesse que ser banido seria banido, o que tivesse que ser deletado seria deletado.
— ...
Klébia olhou para ele, sem falar.
— Volto em cinco minutos.
— Tá.
Klébia olhou para o relógio, claramente começando a cronometrar.
Essa garota.
Ele realmente sentia que Klébia o tratava como um sonífero ambulante.

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