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A Última Chance do Amor romance Capítulo 74

“Chega, para de fofoca, vai logo tirar suas fotos.” Ela guardou o celular e pegou o refletor.

Heloisa, no entanto, não desistiu: “Não, espera! Fala mais um pouco! Você viu agora há pouco? O corpo dele, aquela camisa, dá pra ver que tem algo ali! Ombros largos, cintura fina, pernas compridas! E aquele jeito dele, claramente alguém que frequenta academia, tem uma rotina regrada, coisa de gente de sucesso mesmo! Mil vezes melhor do que aqueles velhos de cabelo branco, que já ficam ofegantes só de andar! Dá uma chance, Amara! Já faz três anos! Você não pode continuar sozinha desse jeito, parece até uma morta-viva!”

Amara não lhe deu atenção e apressou-a para terminar logo e irem embora cedo...

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No interior do barco, durante o almoço, estavam reunidas personalidades influentes vindas de Vento Sul, e entre taças e risos, tratavam de negócios que valiam milhões.

O barco era de dois andares, feito de madeira, com janelas talhadas, exalando um ar antigo e elegante.

Nivaldo sentou-se próximo à janela, ao lado de Adonias.

Ele havia retornado do exterior no ano passado e assumido a empresa de tecnologia da família. Hoje, comparecera a convite de Adonias, para ampliar sua rede de contatos. Em meio à animação dos empresários presentes, ele parecia um tanto distraído.

“O que foi? Está no mundo da lua.” Adonias o cutucou com o cotovelo e falou em voz baixa: “É uma oportunidade rara, aproveita para brindar com alguns veteranos.”

Nivaldo voltou a si, com uma expressão que misturava empolgação e certo constrangimento. Aproximou-se de Adonias, falando ainda mais baixo: “Adonias, preciso te contar uma coisa... Acho que encontrei a mulher da minha vida.”

Adonias logo se animou: “Olha só, que novidade! Finalmente se tocou? Que moça é essa que conseguiu fazer você, um cara tão fechado, se abrir desse jeito?”

“Foi agora há pouco, quando estávamos chegando, lá na margem... Sério, nunca vi nada igual...” Ele procurou palavras, mas só conseguiu dizer: “Enfim, é ela!”

“Olha só, nosso Nivaldo apaixonado? Não é pouca coisa, hein.”

No entanto, sua visão foi completamente bloqueada por um salgueiro de galhos densos, e ele não viu nada.

“Onde? Não estou vendo nada.” Adonias insistiu, tentando olhar melhor.

Nivaldo, com certa decepção, desviou o olhar.

Ele pegou a taça, tomou um gole e, ao ver o estado de Nivaldo — claramente fora de si — não pôde deixar de adverti-lo: “Olha, Nivaldo, vá com calma. Esses dias, em Cielo Azul está tendo um grande evento, tem muita gente diferente por aqui, inclusive várias mulheres só querendo arrumar um bom partido. Fique atento, não vá ser enganado logo depois de voltar ao país.”

Nivaldo franziu a testa, demonstrando não concordar muito com Adonias, mas preferiu não responder.

No assento principal, Ziraldo permanecia em silêncio, distraidamente acariciando o gato branco que trazia no colo.

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