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A Última Chance do Amor romance Capítulo 84

As palavras não foram concluídas, mas o significado ficou evidente.

Adonias sentiu-se desconfortável.

Ziraldo, cuja influência era tamanha que até a região do Vento Sul estremecia ao seu comando, agora, aos olhos do próprio mordomo, havia se tornado um “pobre coitado” que precisava de companhia até para as refeições.

Se alguém ouvisse isso, acreditaria?

Ele assentiu com a cabeça: “Está bem.”

O salão de jantar era tão grande que transmitia uma sensação de vazio. Uma longa mesa estava coberta por uma toalha branca impecável.

Os pratos já estavam servidos, com aparência, aroma e sabor irresistíveis, mas havia um ar de frieza no ambiente.

Ziraldo sentou-se à cabeceira, quase não tocando nos alimentos à sua frente.

Adonias também não tinha apetite, apenas o acompanhou em silêncio.

De repente, Ziraldo levantou a cabeça, lançou um olhar sobre a mesa e, por fim, fixou-se no lugar vazio à sua direita.

Uma aura gélida emanou de seu corpo, fazendo a temperatura do salão despencar subitamente.

“Onde está o lugar da Amara?”

O mordomo veterano enrijeceu a coluna, o suor frio escorreu pela têmpora e ele abaixou a cabeça imediatamente, respondendo com temor e respeito: “Foi... foi um erro da nova funcionária, que não conhece bem as regras. Eu... eu vou arrumar agora mesmo! Senhor, por favor, não se aborreça, vou providenciar imediatamente!”

Adonias pegou o copo de água sobre a mesa e tomou um grande gole de água gelada, tentando sufocar o suspiro pesado que insistia em subir.

Ai...

No imenso salão de jantar, restaram apenas ele e Ziraldo, além daquela cadeira eternamente vazia.

/

Antes de sair, Adonias observou o olhar preocupado do velho mordomo e recomendou em tom sério: “Fique atento aos remédios. Não deixe que ele tome nada fora do horário. Se notar qualquer coisa estranha, me ligue imediatamente, a qualquer hora do dia.”

O mordomo assentiu firmemente: “Pode deixar, Sr. Villar. Prometo que cuidarei bem do senhor.”

Adonias suspirou e se retirou.

A mansão ficou assustadoramente silenciosa.

A porta do quarto foi aberta.

O cômodo era espaçoso, ricamente decorado.

Ziraldo aproximou-se da cama, não acendeu a luz principal, deixando apenas o abajur ao lado da cama aceso, com uma luz tênue.

A luminosidade suave recaía sobre o criado-mudo, onde repousava um livro já bastante manuseado.

Capítulo 84 1

Capítulo 84 2

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