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A Vida Feliz após o Divórcio romance Capítulo 47

Na Casa de Chá PC.

O ambiente estava tomado pelo fresco e rico aroma de chá. O vapor que subia embaçava dois rostos bonitos.

Vincent sentava de frente para Adolph e, como anfitrião, tomou a iniciativa de lhe fazer um chá. "Sr. Santos, chá preto Jinjunmei do nosso campo de chá, por favor beba."

"Obrigado." Adolph bateu gentilmente na mesa, comportando-se de forma tranquila e elegante.

Estava muito diferente do homem perdido diante de Christina.

Vincent ergueu a cabeça para o olhar com calma. Queria havia muito tempo conhecer o infame líder do Santos Group, o neto do fundador da empresa da família.

O Group Santos foi criado pelo Mestre Santos e desenvolveu como a indústria famíliar. Foi próspero uma vez. No entanto, perdeu sua prosperidade durante a geração seguinte até que o neto mais velho da Família Santos era o responsável por recuperar.

E, agora, aquele homem, que tinha recebido o título de mais rico da Cidade N, estava sentado à sua frente. Eles tinham quase a mesma idade.

"Eu admiro o senhor já faz bastante tempo, e sempre quis encontrar uma chance para a gente trocar experiência. Mas você sabe como as nossas famílias sempre se mantiveram afastadas quando o assunto era negócios. A gente não tem muitas oportunidades para trabalhar junto."

Adolph olhou nos olhos de Vincent, e disse com a voz calma e indiferente: "Eu conheço o senhor, Sr. Borges. Você é o melhor assistente da Christina".

Apesar de não ter encontrado muitas informações a respeito da presidente do Granger Group, encontrou das pessoas à volta dela. Vincent não só era o braço direito de Christina, como também o filho do motorista da empresa.

Três anos atrás, os pais dela tinham morrido em um acidente de carro, e o motorista também faleceu na hora. Era o pai de Vincent.

Mas a mulher não tinha culpado a família Borges. Pelo contrário, ofereceu apoio e transferiu Vincent do exterior para ajudá-la nos negócios.

Vincent sorriu gentilmente. "A família Granger ajudou muito a minha. A senhorita e eu crescemos juntos, ou melhor: eu vi ela crescer. Para mim, não é só minha chefe, é também minha irmã."

Adolph estreitou um pouco os olhos. "Ah, namoradinhos de infância."

"Não, sou o guardião dela. Como num conto de fadas, em que o cavaleiro protege a princesa, não deixo ninguém maltratar ou machucar ela", disse sorrindo de novo.

Nesse momento, sua expressão amigável se mostrou um pouco hostil.

Adolph o olhou calmamente.

Vincent prosseguiu: "O motivo dessa reunião é saber o que aconteceu com a senhorita Granger nesses últimos três anos. Qual é a sua relação com ela?"

Ao ouvir aquilo, Adolph deixou transparecer um pouco de decepção no olhar.

No começo, achou que, com a relação entre a ex-mulher e aquele homem, ele poderia descobrir algo, mas parecia que Vincent também não sabia nada.

Adolph levantou a xícara de chá e tomou um gole. "Vocês dois tem uma relação tão boa. Ela não te contou?"

"Não sou irmão de sangue dela. Ela tem medo que eu fique preocupado com algumas coisas, então não me conta."

Ele estava falando a verdade. "Mas desde que voltou, dá para perceber que tem algo incomodando ela. Não é mais a mesma pessoa alegre de antes. Acho que deve ter passado por muita coisa nesse tempo em que ficou fora."

O Sr. Santos franziu o cenho de leve, percebendo que, quando se casaram, ela era mesmo muito mais ativa — além de extremamente gentil e obediente.

Mas agora, quando estava perto dele, não era nem um pouco educada: falava como se estivesse cara a cara com o inimigo.

"Três anos atrás, meu pai levou os pais dela para a Cidade N propor um casamento. Mas você disse que ela casou com você..."

Vincent olhou no fundo de seus olhos. "Você é homem por quem ela é apaixonada há dez anos?"

As pupilas de Adolph se contraíram. Ele estava muito surpreso.

Uma proposta de casamento? Dez anos de um amor secreto?

Era isso que Christina sentia por ele?

......

No hipódromo ao Norte da cidade.

A construção ainda estava em andamento, e a pista não era plana. Foi uma boa escolha Christina ter colocado um sapato baixo.

"Tome cuidado."

Hyman estendeu a mão para ajudá-la, e ela não recusou: agradeceu e segurou a dele.

Hyman apertou o passo para alcançá-la. Tocando seu ombro, disse: "Deixe eu satisfazer minha curiosidade".

Christina o fuzilou com o olhar. "A curiosidade matou o gato. Quer um conselho? Tenha amor à vida."

O homem sentiu um calafrio percorrer a espinha.

Ele sorriu. "Tive um pressentimento ruim de repente."

Falou aquilo com seriedade, e Christina franziu as sobrancelhas de leve. "Que pressentimento ruim?"

"Se a gente realmente casar, é possível que eu vire um marido obediente."

Não houve resposta.

"Esse homem vive no mundo da lua?", pensou ela.

Nem iria perder tempo com ele. Folheou os documentos que estava segurando e se atualizou quanto a reforma da infraestrutura do hipódromo.

Hyman a alcançou e disse: "Para ser sincero, gosto mais de mulheres misteriosas, que te dão vontade de explorar. Se o seu relacionamento com o Adolph for mesmo águas passadas, pode considerar namorar comigo".

Christina não levantou a cabeça, apenas continuou olhando para os documentos. "E o que eu ganho com isso?"

"Muita coisa. Sempre fui gentil, e mimo as mulheres com quem eu saio. Posso dar o que você quiser, mesmo que seja as estrelas do céu; vou achar um jeito de pegar uma para você."

A mulher sorriu com desdém. "Não me falta dinheiro, amor ou estrelas. O que você pode me dar não é nada para mim."

Hyman colocou a mão no coração. "Essa doeu."

"Desista", falou Christina colocando a papelada na mão dele.

Hyman a segurou e continuou indo atrás da mulher. "Vamos focar no que importa agora: pelo menos você vai poder fazer ciúmes para o Adolph. Não quer que o seu ex-marido se arrependa?"

Ela não pode deixar de parar, considerando a proposta.

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