"Slapt!"
Assim que Beck terminou de falar, seu pai lhe deu um tapa que o fez girar 180º e quase cair.
"Seu idiota, o que você está falando?!" Berrou Lowe.
Adolph ficou sentado no sofá, assistindo ao show sem abrir a boca. Parecia que o pai e o filho da família Lee estavam sozinhos atuando numa peça.
Depois do tapa e do olhar do pai, Beck finalmente se comportou um pouco.
Em comparação, Lowe era claramente um homem experiente, que sabia quando avançar e quando recuar, quando ser cruel e quando baixar a bola. Era daqueles que eram sábios, que sabiam a hora certa de agir.
"Sr. Santos, não se sinta ofendido. Eu mimei demais esse menino. Ele só sabe pensar em relacionamentos."
Lowe deu um sorriso gentil e elegante. "A melhor coisa que um homem pode fazer é focar no trabalho — o amor é só a cereja do bolo. Não é bom colocar a emoção acima da razão, né?"
Adolph levantou a cabeça e o olhou com indiferença.
"Você está falando de mim, sr. Lee?"
O outro homem congelou.
Antigamente, ele conseguia se sentar e conversar sem preocupações com Adolph, mas, agora, era sua vez de pedir ajuda à família Santos, o que dificultava manter a calma.
Adolph não era muito mais velho que seu filho, mas aparentava ser muito mais forte. Ele tinha um espírito dissuasivo, que deixava transparecer sua força e experiência.
"Não, o senhor nunca seria esse tipo de pessoa irracional."
“Então, se eu não quiser mais trabalhar com a Star Entertainment é porque tenho meus motivos."
Adolph se inclinou de leve no encosto da cadeira e ergueu um pouco a mão. Walt entregou um conjunto de documentos a Lowe, que teve um pressentimento ruim, mas que, mesmo assim, estendeu a mão para pegar.
Ele folheou algumas páginas, e quanto mais lia, mais sombria sua expressão se tornava. Beck, que estava atrás dele, espiou alguns documentos e empalideceu.
"Como você tem os documentos?"
"Você armou para mim?", perguntou o garoto, de olhos arregalados
Aquilo o deixou irritado e com vontade de avançar sobre Adolph. Walt, no entanto, o parou a tempo e o pressionou contra o chão. Com o braço quase sendo quebrado, Beck gritou de dor.
"Sr. Santos, tenha piedade!"
Lowe não conseguia mais ficar parado. Independentemente do que fosse, Beck ainda era seu filho. Estaria mentindo se dissesse que não estava nervoso.
Adolph continuava sentado no sofá, parecendo calmo. "Não é bom que os jovens sejam tão impulsivos, que não saibam lidar com as consequências do que fazem."
Sua fala indiferente fez Lowe suar frio e concordar sem parar com a cabeça.
"Pedi para cortarem pela metade. Tenho medo de ir parar nas mãos de departamentos relevantes. Pegue de volta os papéis e o contrato. Se cuide, sr. Lee."
Adolph estava vestindo uma camisa preta, que se confundia com o encosto da cadeira. Ele ficou ali, imóvel, como se não estivesse sentindo nada.
Como uma pessoa assim pode ser tão emotiva?
O suor frio de Lowe tinha encharcado suas roupas. O dono da Star Entertainment sentiu que essa viagem tinha sido muito abrupta e lhe causado uma perda terrível.
Ele pegou o filho paralisado e saiu, devastado.
Depois que foram embora, Walt se aproximou de Adolph e perguntou, preocupado: "Sr. Santos, não é fácil lidar com esses dois. Eles não vão colocar a culpa na madame e querer se vingar?"
Adolph parecia indiferente, mas, por conhecer bem o pai e o filho da família Lee, estava um pouco preocupado.
"Envie alguém para ficar de olho neles e, assim que desconfiar de alguma coisa, me avise. Peça para duas pessoas ficarem de olho na Christina também."
"Pode deixar, já vou fazer isso agora." Walt obedeceu à ordem e saiu.
......
"Irmã."
Quando a governanta a levou até o quarto de Christina, Jessie não começou a brigar como sempre. Em vez disso, cumprimentou a prima respeitosamente, tentando ser o mais educada possível.
"Tem alguma dúvida?" Com a faca de esculpir na mão, Christina finalizava seu trabalho. Respondeu fracamente, sentindo que aquele era o resultado do primeiro dia de treino.
Ela olhou na direção de Jessie e depois desviou o olhar. "O combinado eram dois dias. Já decorou tudo? Parece que eu subestimei sua inteligência. Vamos ouvir o que você tem a dizer, então."
A menina ficou atordoada. Ela tinha passado dois dias brigando com os dois guarda-costas, não teve tempo nem para se sentir injustiçada. Como poderia estar no clima para memorizar as regras da família? Christina só podia estar brincando!
Seria uma surpresa se ela soubesse uma regra que fosse.
"Ah, isso..." Sorriu sem jeito. "Ainda não terminei. Amanhã eu recito para você. Vim aqui pedir um favor. Espero que você concorde com ele."
A atitude de Jessie tinha mudado muito. No entanto, antes de 3 anos, até quer dizer, desde criança, ela era respeitosa e educada com Christina. Foi revelando seu verdadeiro desde o passado.
Estava sendo gentil. A prima, no entanto, já não tinha mais a paciência de antes.
"Fale, o que foi?"
"Eu estava pensando se posso trazer a Belle para a Mansão das Rosas por alguns dias. Logo ela se forma na faculdade, e agente não se vê faz tempo. Estou com saudade."
Christina virou a cabeça para olhar para ela. "Você não estava sempre brava com a Belle? Você briga com ela desde criança."
"Não, a gente é irmã, é normal. Além disso, já faz tanto tempo... Agora a gente cresceu e tem que se unir, você não acha?"
Olhando para o sorriso malicioso no rosto de Jessie, Christina se queixou internamente. "O que será que ela está armando? Só quer é uma ajudante."
"Tá bem, pode trazer a Belle, então. Vamos nos reunir."
"De qualquer forma, as duas precisam ser educadas. É bom mesmo que ela venha. Assim, eu dou um jeito nas duas e economizo tempo e energia", pensou Christina.
Os dias conturbados estavam apenas começando.

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