Do outro lado da linha, Hyman ainda estava tagarelando.
Christina estava fula da vida, então disse com frieza: "Vá para o inferno."
Em seguida, ela desligou.
Belle ficou chocada e, vendo o rosto sombrio da irmã, perguntou preocupada: "Irmã, posso ajudar?"
No segundo seguinte, o celular tocou novamente. Não havia nenhum nome salvo, mas Christina conhecia aquela sequência de números melhor do que a senha do seu cartão bancário.
Com as emoções aflorando, ela ficou segurando o celular se sentindo um pouco ridícula.
Pois, pelo que se lembrava, era a primeira vez que o homem tomava a iniciativa de lhe ligar.
Logo ela se acalmou, respirou fundo e apertou o botão para atender a chamada.
No momento em que colocou o celular no ouvido, ouviu a voz rouca do homem, "Alô".
Parecia que ele tinha acabado de acordar, pois estava com a voz um pouco baixa.
Adolph havia dormido no carro a noite toda. O fato de que ele acabara de acordar.
Ele queria ter ligado para Christina na noite anterior, mas já era muito tarde e não queria perturbá-la. De qualquer forma, decidira não ir para um hotel, pois queria vê-la logo cedo, conversando com ela o quanto antes.
"Sr. Santos", Christina chamou o seu nome devagar, como se estivesse se controlando ao máximo para reprimir sua raiva. "Vamos conversar."
A porta da Mansão das Rosas foi aberta de ambos os lados, e Christina saiu sozinha.
Ao vê-la, Adolph abriu a porta do carro e ficou a observando se aproximar passo a passo, diminuindo a distância entre eles aos poucos.
Walt estava na frente do carro e cumprimentou Christina com respeito: "Bom dia, senhora."
Porém ela o fitou com indiferença. "Quem é a sua senhora? Não me chama de assim."
Walt sorriu sem jeito. "Por favor, entre no carro."
Adolph estendeu a mão para Christina para ajudá-la, "Entre".
"Sente dentro."
Ela não precisava da ajuda dele.
Adolph fez o que ela pediu e sentou-se mais para dentro, então Christina entrou no carro e fechou a porta.
Na Mansão das Rosas, Belle estava parada na frente do canteiro de flores esperando por Christina e, ao vê-la entrando no carro, ficou um pouco preocupada e perguntou ao guarda-costas K: "Você acha que Christina corre algum perigo?"
Sendo um homem forte, o guarda-costas K mirou com o rosto solene a direção não muito longe e respondeu em voz baixa: "Não tenha medo. Já cuidei de tudo. Enquanto a senhorita não sair de lá, o carro não sairá do lugar."
Belle assentiu. Christina havia pedido que ela só esperasse um pouco, pois ia encontrar um amigo.
No entanto, ela percebeu quando olhava para o rosto da irmã que não se tratava de um amigo, e sim de um inimigo antigo.
......
Ao ver a mulher que ele havia sentido falta a noite inteira sentada ao seu lado, Adolph ficou nervoso, e seu coração acelerou incontrolavelmente.
"Você..."
Ele abriu a boca em transe, cheio de coisas para falar, não pôde dizer nada mas perguntar: "Você já tomou o café de manhã?"
Nesse momento, Ronaldo e o motorista saíram do carro, deixando apenas os dois lá dentro. Em seguida, Christina fitou Adolph com frieza e não respondeu nada. A atmosfera ficou estranha.
Adolph ficou um pouco envergonhado. O magnata bom de oratória e capaz de manter a calma no mundo dos negócios agora parecia uma criança que acabara de aprender a falar.
Ela passara toda a juventude apaixonada por ele.
E, no começo, aquele amor secreto era doce, mas depois, foi ficando amargo. A doçura ficou amarga, e sua juventude se foi. Seu casamento fracassado foi como o enterro desse amor infantil.
Mas ela não se arrependia de nada. Pelo menos, Adolph a fizera saber como era amar alguém.
Ao ouvir a palavra "antigamente", Adolph sentiu uma emoção inexplicável e, depois, uma acidez na boca.
Ele comprimiu os lábios finos. "Então, por que você mentiu para mim? Por que você escondeu a sua identidade?"
"Porque eu sou a filha mais velha da família Granger.
"Não vamos falar sobre o relacionamento entre o Santos Group e o Granger Group. Naquela época, meus pais tinham morrido havia pouco tempo, e minha família não estava bem. Esconder a minha identidade era a melhor opção."
"Ouvi dizer que seus pais foram para a cidade N para ajudá-la a se casar?"
"Sim."
Dito isto, não havia mais nada a esconder. "Eles sabiam que eu gostava de você e não conseguiram acabar com o meu sentimento. Então, mesmo sabendo das dificuldades entre as nossas famílias, eles tentaram me ajudar."
Ela sentiu uma leve dor entre as sobrancelhas. "Às vezes acho que se não fosse por esse meu desejo, e se mamãe e papai não tivessem ido para a cidade N por mim, tudo o que aconteceu depois não teria ocorrido."
Adolph fitou o rosto pálido de Christina e de repente sentiu pena. "Christina..."
"Tudo já passou."
Christina tentou suprimir a dor repentina em seu coração. "Você não tem que me confortar. Gostar de você era um problema meu, não tem nada a ver com você. E também já disse que isso foi antigamente."
Ela mirou os olhos dele e disse de forma clara: "Adolph, eu retribui tudo o que eu devia a você. Estou feliz por não te amar mais."

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