Rocco Pussenti
Logo após pôr nossas bagagens nos quartos, o homem saiu em disparada para a tal festa da uva. Nada muito longe, o local ficava a dez minutos de caminhada dali. Levy e eu estávamos famintos, já que não temos serviço de quarto, teríamos que ir até a tal festa para arranjar o que comer. Então resolvemos ir até lá.
— Agora tenho certeza que estou no cú do mundo, como você disse — relatou Levy balançando a cabeça. — A cidade fica deserta para assistir um bando de mulheres com uma puta falta de higiene, encher de chulé e bactéria, a única porra que presta neste lugar. O vinho.
— Mas que merda! Quando é que você vai parar de reclamar?! — O Pergunto rindo. Ele apenas revirou os olhos, bufando sua impaciência.
As ruas da província são todas de paralelepípedo. Para andar de carro é uma merda, mas quando se faz uma caminhada é possível observar a paisagem bonita junto às casas coloniais. O lugar arborizado ajuda a harmonizar ainda mais a beleza do caminho. Mostrando que, apesar de ser no cú no mundo, a cidadezinha tem lá os seus encantos.
É. Eu gostaria de ter vivido aqui, esse lugar de tão lindo parece o pedaço do paraíso. Entretanto, fui condenado ao inferno.
O fado em nível alto, denúncia que estamos chegando na festa. Por mais que a celebração seja um aglomerado de italianos, a tradição das mulheres de produzir o mosto com os pés veio de Portugal. Por tanto, o som alto que atinge os nossos ouvidos e nos dá boas vindas ao local, é de origem portuguesa.
Esfomeado, Levy já partiu para as barracas, que são muitas por sinal.
Filho da mãe esganado!
Foram só algumas horas sem comer! Porém ele parecia crianças vindo da Etiópia.
Por conta do meu pai, aprendi a amar a produção de vinhos. Nunca havia visto o mosto ser preparado com os pés, nós uRoccoos os maquinários. Foi movido pela curiosidade que esqueci a fome e resolvi assistir pela primeira vez a cena.
O lugar estava cheio. Acompanhando a batida da música o público batia palmas e gritavam para incentivar as mulheres. Mais adiante, no centro do povo, um conjunto de tinas abrigava saltitantes as provincianas do local. Levy vai descobrir que as "javalis do mato" são gostosas, maravilhosas e são capazes de deixar um homem fodidamente duro de imediato.
Olho ao meu redor, notando a quantidade de homens felizes batendo palmas. Bando de filhos da puta. Festa da uva é o caralho. A maioria dos homens no aglomerado de gente estão apenas observando as saias das mulheres pular, mostrar as coxas, a beirada gostosa da bunda e os seios quase saltar do decote. Elas no entanto pulam sorridentes, avermelhadas pelo sol e esquecendo o cansaço, graças ao incentivo da dedicada platéia masculina.
É um puta show de exibicionismo gratuito, isso sim.
Mesmo assim, resolvo observar, admirar o processo e as visões. Até focar em uma em específico. No meio de tanta beldade a Deusa delas.
Segurando as barras da saia curta, ela se chacoalha conforme os incentivos que recebia. O branco do vestido rodado recebia gotas de escarlate enquanto pulava, os longos fios negros se esvoaçam acompanhando o movimento. O quase pôr do sol lhe dá um tom rosado nas bochechas, junto à um sorriso de satisfação.
Para essa até meu saco b**e palmas.
Quando percebo, é exatamente isso o que estou fazendo, batendo palmas para gostosa das coxas bonitas, imaginando a visão perfeita que seria se os seios escaparem do decote.
Sou um pervertido, igual ou pior do que os roceiros da Província.
Realmente. As mulheres desse lugar, ela em específico, tem o dom de fazer o meu pau gritar e latejar dentro da calça.
Não precisa de muito esforço para ver o resultado da saia pulando. A curva intrigante da calcinha fica exposta, mostrando um pedaço da bunda. Ela some e aparece a cada salto. Isso me faz lembrar que tem outra coisa querendo sumir e surgir nessa maravilha.
Se eu segurar naquela cintura fina e usar a minha força para estocar a gostosa saltitante na minha frente, com a excitação que estou?
Mato a mulher de tanto trepar.
Vai subir porra para cabeça e nem todo o vinho do mundo seria capaz de fazê-la ficar tão inconsciente.
Quero foder essa mulher! Contudo, meus penRoccoentos obscenos são interrompidos, pelo jeito expansivo de Levy.
— Caralho irmão! Eu te amo — falou com total empolgação — aqui só tem gostosa e tudo no brilho.
— Já percebi. — proferi apontando para as tinas, mas a Deusa não estava mais lá — Perdi ela de vista!
— Perdeu quem Rocco? — Levy pergunta sem entender.
— Uma Deusa, gostosa pra caralho que estava ali na tina esmagando uvas.
— Esquenta não. Deusas é o que mais tem aqui. — proferiu de forma maliciosa, trincando os dentes para uma gostosa que passava por nós — ela sorriu irmão! Me dei bem — ele b**e em meu peito e solta uma piscadela — Vou nessa, enquanto tu fica aí chupando o dedo, procurando a Deusa perdida. — Depois de me dar um tapinha nas costas ele vai atrás do "rabo de saia."
Acredito que seremos a sensação dessa província. Cidade pequena, todo mundo se conhece. Provavelmente Levy e eu seremos novidades. Mulheres se sentem atraídas só em saber que somos de fora.
Pau novo na área!
Passado alguns minutos, explorando um pouco mais da localidade, tentando achar algo do meu agrado para degustar, vejo o objeto do meu desejo em uma barraca de Drinks. Sem me conter, me aproximo vendo ela dar uma nota ao atendente e bebericar o Drink, aguardando o que devia ser o troco. Quando chego bem perto o homem lhe entrega umas poucas moedas, antes que ela saia e suma novamente da minha vista, eu pergunto:
— É gostosa? — me olhou em um movimento rápido.

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