Rocco Pussenti
A agonia da espera me consumia. Levy parecia ter ido trepar, em vez de coletar informações. Já estava a ponto de ir atrás dele, até vê-lo surgir, cheio de sacolas, vindo em minha direção.
— Caralho, Levy! Falei pra você comprar uma garrafa de vinho, não a adega inteira. Demorou pra cacete!
— Gastei 1.200 euros com 15 garrafas — balançou as sacolas como se tivesse feito algo bom.
— QUÊ? — minha reação foi um pouco alterada, atraindo alguns olhares para mim. Logo resolvi sussurrar: — Você gastou 1.200 euros com vinho? Algo que a gente tem de sobra… Ao menos me diga que descobriu algo que preste.
— A única coisa que me faz pensar que aquela gostosa é sua mãe são as ignorâncias em comum entre vocês dois. Você é um cavalo e ela é uma égua.
— Dá pra falar sério? — ele já estava me irritando. De novo.
— Asunta Velasco tem 42 anos, portanto, é apenas 14 anos mais velha que você. Sinceramente… Você imagina o tio Nero comendo uma fedelha?
— Meu pai realmente não se envolveria com uma mulher que tinha idade para ser sua filha. Mas também não posso ter tanta certeza. Sabemos que há mulheres que têm o poder de fazer um homem pensar com a cabeça de baixo.
— Meu irmão, você só está esquecendo de um detalhe… Não seria uma mulher e, sim, uma adolescente.
— Cara, estou cansado e com fome. Amanhã saio atrás de algum fofoqueiro da cidade para tirar essa história a limpo.
— Eu vou ver se acho a gata que você me cortou e recomeço de onde parei.
— Falando em gata… Ela estava lá?
— Quando fala “ela”, se refere à gostosa da Waleska? — concordei, movimentando a cabeça. — Sim, estava. Foi ela quem me empurrou essa caralhada de vinhos. — Levy me entregou as sacolas, ansioso para se livrar de mim. — Vou nessa!
— Vai lá, garanhão! — apenas o vi sair feito uma cadela no cio.
Pelo menos consegui algumas informações. Nem todas, acho, iriam me ajudar, mas eu chegaria até aquela piranha. Asunta Velasco existia, mas não era aquela mulher. O que tinha para fazer aqui, já fiz — e lucrei até mais.
(...)
Disposto a voltar para a pousada, fodido de sacolas na mão, vi a sorte sorrir para mim. No meio do caminho, deparei-me com a gostosa das uvas, um tanto cabisbaixa, dando passadas rápidas e quase tropeçando em mim.
— Ei! Cuidado aí! — levantei as sacolas nas mãos, quando ela me olhou surpresa. — 1.200 euros nessa preciosidade e, se isso for pro chão, meu primo vai ficar puto comigo.
Acho que ela estranhou o meu palavrão. Mas foda-se! Tinha a porra da boca pesada mesmo.
— Desculpe, estava distraída — apontou para as garrafas. — Acho que conheço essas vendas…
— É, o barman foi bem convincente em falar da vinícola. Como somos amantes do bom vinho, meu primo foi até lá e voltou me garantindo que são os melhores.
— Seu primo? Poxa, não associei… — disse sorrindo. — Anh… espera, então você já está indo embora?
— Pois é, não dá pra aproveitar muita coisa com as mãos cheias de sacolas.
— Mas ainda está cedo, a comemoração dura a noite toda e o sol ainda está se pondo.
— Então me dê um bom motivo para voltar.
Ela sorriu tímida, encolheu os ombros e desviou o olhar. Ficou visível que gostou do que ouviu, e eu tinha certeza de que, se enfiava meus dedos dentro de sua calcinha, iria encontrá-la maravilhosamente molhada.
Pelo que pareceu uma eternidade, a bela moça se conteve. No fim, estava disposta a não me dar esperanças.
— Desculpe, não posso te oferecer mais do que os meus vinhos.
Levantei as mãos mostrando que isso eu já tinha. Mas não iria perder essa. Nem fodendo.
Sem lhe dar tempo para pensar, ou falar algo que a fizesse desistir, grudei o corpo curvado da deusa à minha frente contra um tronco de sustentação dos frutos acima de nós. Ela esquivou o rosto e evitou me olhar nos olhos, mas não estava se aguentando mais.
Segurei seu rosto e a fiz me olhar. Observei sua respiração fazer as ondas dos seios subirem e descerem, enquanto, de forma extremamente sexy, mordiscava os lábios, nervosa. Ela corou, envergonhada e, sem me conter diante de tanta beleza, tomei-lhe a boca.
Ah, porra! Que boca!
Os lábios finos, quentes e macios deram passagem para minha língua invasora. Minha intenção era fodê-la com a boca, sugar seu ser e arrancar o ar de seu peito. Ela era gostosa, doce, quente, e eu duvidava muito que iria me contentar com uma trepada só. Com apenas um beijo já me sentia dolorido, duro, e a porra da calça num aperto fodido.
— Rocco… — ela gemeu entre os lábios, sentindo os mesmos tremores que eu.
Encostei meu corpo ao seu, roçando a virilha da calça em seu ventre. Abandonei as mãos de seu rosto e alcancei a entrada de seus seios. Eram macios, quentes, firmes, e clamavam pelo meu toque. Puxei a primeira brecha da roupa, libertando a onda macia de um dos seus seios, notando que cabiam perfeitamente em minhas mãos.
Feitos para mim.
— Você é gostosa, Waleska… — abandonei seus lábios, arrancando dela suspiros de tesão, viajando pelo dorso de seu pescoço, aspirando seu cheiro e mordendo sua carne. — Uma dose de você é o suficiente para eu ficar fodidamente louco…
Libertei com pressa seu outro seio, descendo a boca pelo calor de sua veia pulsante até beijar o colo firme dos seios enrijecidos de vontade. Ela gemeu, segurando firme em meus cabelos, e arqueou o corpo para trás.
Aí, eu piro! Gostosa, quente e sem bobeirinhas de falsos moralismos.
A ponta entumecida, os bicos durinhos em encontro à minha língua, fez minha piroca pulsar de dor.
— Oh… Rocco… Acho que estamos indo rápido demais… — disse entre suspiros e ofegos, com os olhos fechados, enquanto eu sugava seus peitos apetitosos.
Sorri diante de sua tentativa em se conter. Peguei-a no colo e devagar a deitei sobre a grama baixa, sob a luz do luar e os cachos da videira.
— Por mim, já estava afundando meu pau em você, fodendo sua boceta até te fazer gritar com a minha semente vazando por seu buraquinho. Até te fazer gozar feito uma louca… — olhei em seus olhos e notei uma gota de preocupação em seu rosto. — Acredite, provinciana gostosa, estou tentando me conter…

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