— Quase fui sequestrada ontem à noite... — Yasmin relatou de maneira frígida.
— Irmã, por que... por que você quer me incriminar? Eu passei a noite no hospital... — O rosto de Vivian perdeu a cor, mas, logo em seguida, ela forçou mais lágrimas de tristeza.
— Você tem noção do que está dizendo? A Vivian está tão machucada, como ela seria capaz de fazer algo assim? — Dona Sônia correu para protegê-la de imediato e fuzilou Yasmin com o olhar.
— Yasmin, perdeu o juízo? Para caluniar a Vivian, você se rebaixa a esses truquezinhos sujos? — Marcos riu friamente.
Yasmin os olhou e, subitamente, deu um sorriso. Era um sorriso que carregava escárnio, mas também desolação.
— Vocês não acreditam em mim, não é? Podem ir até a delegacia se quiserem descobrir. Eu chamei a polícia. — O olhar glacial de Yasmin fixou-se em Vivian.
Vivian estremeceu instintivamente e encolheu-se atrás de Dona Sônia.
— Nesta casa, se ela fica, eu não fico. Se eu fico, ela não fica. Façam suas escolhas! — Yasmin nem queria se dar ao trabalho de argumentar com eles.
Afinal, Yasmin também conseguira enxergar com clareza a verdadeira face deles.
Agora ela também havia desistido de tentar. Já que eles faziam de tudo para desagradá-la, ela se certificaria de tornar a vida deles ainda pior.
— Filha desnaturada, a Vivian será sempre a nossa menininha preciosa. Daqui em diante, este é o lar dela! — A voz do Sr. Viana tremia de raiva.
— Não sei que grande azar nós três tivemos na vida para acabarmos com uma irmã com um coração tão venenoso como o seu. A Vivi é a nossa verdadeira irmã caçula. Quanto a você, é sem dúvida a maior desonra que essa família já viu!
As palavras disparadas umas sobre as outras por eles reacenderam a raiva e a humilhação que Yasmin engolira por aqueles dois anos.
O brilho de seus olhos esvaiu-se num frio absoluto.
— Ótimo. Muito bem. Já que vocês a escolheram, a partir de hoje não há mais ligação nenhuma entre mim e a família Viana. Romperemos de vez e nunca mais precisaremos nos cruzar novamente na vida. — Ela assentiu devagar, com o tom mergulhado numa frieza cortante.
Dito isso, virou as costas e se foi, sem o menor traço de hesitação; ficar ali um segundo a mais a sufocava.
— Você... Suma daqui! Nós, os Viana, não temos uma filha ingrata como você! — O Sr. Viana ardia em fúria.
— Sua cobrinha criada! Nós nunca devíamos ter ido atrás de você! — Dona Sônia soltava fumaça pelas orelhas.
Vivian abraçou a mãe adotiva chorando rios de lágrimas, mas em seus olhos brilhava uma risada cruel e satisfeita.



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