A aparição de Alvito chamou a atenção de muitas pessoas.
Alvito era muito bonito. Mesmo usando o uniforme escolar comum da Classe Internacional, ele exalava ares de um jovem aristocrata, e não faltavam garotas que nutriam uma paixão secreta por ele.
“Florença, esse é seu irmão?” Simone cutucou levemente o braço de Florença.
Alvito ouviu e lançou um olhar gélido na direção delas. “Quem disse que sou irmão dela? Minha irmã, só existe uma, Gisele!”
“Não pensem que só porque na internet dizem que Florença é filha biológica da nossa família, ela pode substituir Gisele. Gisele é a única herdeira da família Braga.”
“Quanto à Florença...” Alvito fez uma pausa e declarou com desprezo: “Ela não significa absolutamente nada.”
Naquele dia, muitos boatos circulavam pela escola, todos difamando Gisele.
E tudo aquilo havia sido causado por Florença.
Se ela não tivesse divulgado a verdade na internet, Gisele jamais teria sido alvo de tantos comentários.
Agora, Alvito detestava Florença profundamente.
Mais adiante, Eliana e outros colegas da turma B observavam a cena com tranquilidade.
Vitória sorriu levemente com os olhos. “Está vendo? Eu avisei, ela não vale nada como herdeira, nem mesmo o próprio irmão a reconhece.”
Eliana arqueou a sobrancelha e olhou para Florença com ainda mais desdém.
Achou que fosse um cisne branco nobre, mas no final era apenas um patinho feio.
Florença, com frieza, esbarrou em Alvito. “Saia da minha frente!”
Alvito deu um passo atrás com o impacto e ficou atônito ao ver Florença se afastando.
Na frente de tanta gente, tratou-o daquela forma?
Alvito perdeu a paciência imediatamente. “Florença, que atitude é essa?”
“É essa mesmo. Não me incomode.”
A silhueta esguia da jovem se afastou, extremamente fria.
——
Florença caminhava com a cabeça levemente baixa, enquanto desbloqueava o celular.
No aparelho, havia duas mensagens enviadas por Gleison.
A rua era ladeada por árvores altas e grossas, cujas sombras quase bloqueavam toda a luz, deixando o ambiente sombrio.
Dentro do carro, as luzes estavam acesas. O interior tinha assentos de couro legítimo, cobertores de veludo caro e um sistema automático de climatização, que liberava uma brisa perfumada.
Gleison estava sentado no banco de trás, com as pernas longas e retas cruzadas, vestindo calças sociais impecáveis, sem um único vinco.
O rosto do homem permanecia impassível como sempre, afastando qualquer aproximação, mas no instante em que a jovem entrou em seu campo de visão, um traço de ternura passou discretamente pelo seu olhar.
Florença olhou para o homem ao seu lado. “Você me chamou por algum motivo?”
Ele semicerrrou os olhos. “Eu não posso te chamar sem motivo?”
Poucas palavras saíram de seus lábios, mas vieram carregadas de autoridade.
Florença forçou um sorriso nos lábios. “Pode.”
“Você se alimentou direitinho?”
Sempre que ela via aquela expressão séria, imaginava que ele fosse tratar de um assunto importante, mas ele sempre começava com perguntas banais.
“Tomei café da manhã e almocei na hora certa. O jantar...” Florença respondeu honestamente. “Vim te encontrar, ainda não tive tempo de comer.”

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