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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 172

Bruna mandou a cozinha preparar uma sopa especial para Sérgio.

Além disso, fez questão de se informar sobre os pratos de que ele mais gostava e mandou tudo muito bem embalado para que Taís levasse até o Grupo Cardoso.

Antes de ela sair, Bruna ainda segurou o braço da irmã e reforçou, quase como um mantra:

— Lembra bem do que a sua cunhada falou. Homem gosta de mulher delicada, entendeu?

Quanto às palavras de Lílian, Taís até concordava.

Assentiu com a cabeça.

— Eu sei.

E, sinceramente, se andava de pavio curto, a culpa não era dela.

Era toda da Isabela.

Desde que aquela mulher tinha entrado na família Pereira, o humor de Taís nunca mais tinha voltado ao normal.

Não era óbvio?

Foi Isabela que a deixou assim, sempre irritada, sempre à beira de explodir.

Depois que levasse a comida para Sérgio…

Ela ainda daria um jeito de acertar as contas com aquela desgraçada.

Taís entrou no carro e foi embora.

O mordomo ficou parado atrás de Bruna e comentou, com certa preocupação:

— Tomara que a senhorita Taís consiga controlar o temperamento. Ouvi dizer que o jovem herdeiro do Grupo Cardoso não é nada fácil de lidar.

Sérgio tinha voltado para Nova Aurora fazia apenas alguns meses.

Mas, mesmo nesse curto período, já corria à boca pequena que ele tinha um gênio difícil e que quem o irritava nunca acabava bem.

E Taís, por natureza, definitivamente não era do tipo que sabia agradar alguém.

Se ela e Sérgio batessem de frente, duro contra duro…

Aquilo dificilmente daria certo.

Ao ouvir isso, Bruna suspirou, cansada.

— O que dava pra dizer, eu já disse. Agora só espero que ela entenda.

Com os problemas que tinham estourado do lado da família Dias, a família Pereira simplesmente precisava que o acordo com a família Cardoso desse certo.

Nenhuma grande família chega ao topo sozinha.

Para subir mais alto, sempre é preciso uma aliança entre forças equivalentes.

E agora, a família Dias estava claramente à beira do colapso.

Por isso mesmo, Bruna depositava ainda mais esperança no que pudesse acontecer entre Taís e Sérgio.

Se esse laço desse certo, seria a melhor carta na mão da família Pereira.

Taís chegou à entrada do Grupo Cardoso vestindo um conjunto Chanel sob medida, elegante e claramente caro.

Ao descer do carro, ajeitou o cabelo com um gesto arrogante e natural, erguendo o olhar para o prédio à sua frente.

Era impossível negar.

Em Nova Aurora, só o Grupo Cardoso tinha um peso capaz de rivalizar com o da família Pereira.

— Peço desculpas, mas o Sr. Sérgio não veio à empresa esta manhã. Ele não está aqui no momento.

Depois desse impasse na recepção, a paciência de Taís chegou ao limite.

— Não está? Então ligue e pergunte onde ele está! — Retrucou, sem esconder a irritação.

A recepcionista ficou sem saber como responder.

Taís perdeu a compostura de vez. Arrancou os óculos escuros do rosto e lançou um olhar cortante para a moça do balcão.

— Eu vou esperar no escritório dele. Liga pra ele e pergunta que horas volta.

— Desculpe, isso não é permitido. — Respondeu a recepcionista, agora num tom mais firme.

O olhar agressivo fez com que ela também endurecesse a postura.

— Como é? Você sabe quem eu sou? Acredita mesmo que eu não consigo fazer com que ele… — Começou Taís, exaltada.

— O Sr. Sérgio não está. E, enquanto ele não estiver, ninguém entra no escritório dele. — A recepcionista a interrompeu, sem ceder um centímetro.

Taís ficou tão furiosa que quase passou mal.

Durante todos esses anos, sempre tinha ido e vindo aonde quisesse.

Desde quando uma simples recepcionista ousava barrar o seu caminho?

— Então liga pra ele agora e pergunta quando ele volta! — Exigiu.

Mesmo tomada pela raiva, foi obrigada a engolir o próprio orgulho.

Bastava pensar no quanto Sérgio andava próximo de Isabela.

Era justamente por causa dele que Isabela se sentia tão à vontade para agir daquele jeito.

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