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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 241

Cada palavra saía da boca de Bruna entre os dentes cerrados, impregnada de ódio.

No fundo, ela jamais reconhecera Isabela. Nunca.

Uma garota selvagem, criada em orfanato.

Uma bastarda que nem sabia quem eram os próprios pais e que, ainda assim, tivera a ousadia de virar a família Pereira de cabeça para baixo.

Ao ouvir aquilo, Sabrina e Lílian sentiram um alívio sutil, como se as palavras de Bruna tivessem recolocado o mundo no eixo.

Ainda assim, Sabrina ponderou:

— De qualquer forma, ela precisa trazer a criança de volta primeiro.

— E vai trazer.

Bruna assentiu, o maxilar ainda rígido.

O ressentimento que nutria por Isabela já ultrapassava qualquer limite. Antes, as disputas eram entre adultos, ela tolerava. Mas envolver uma criança?

Isso era imperdoável.

Bruna segurou a mão de Lílian e suavizou a voz:

— Você só precisa ficar bem. Quanto à criança, eu resolvo.

— Mãe…

— Confie em mim. Eu mesma vou trazer minha neta de volta.

Não era um pedido. Era uma promessa.

E Cristiano? Até agora, nada de aparecer com a criança. Um homem feito… E incapaz de lidar com uma mulher?

Só de pensar nisso, o sangue de Bruna fervia.

Depois de acalmar Lílian com mais algumas palavras, ela saiu do quarto sem olhar para trás.

No quarto do hospital restaram apenas Lílian e Sabrina.

O silêncio já não era tão pesado quanto antes.

Sabrina quebrou o clima:

— Quer tomar a sopa? Ainda está quente.

Lílian levantou os olhos.

Instantes atrás, estava abatida por causa da filha. Agora, já recuperara a expressão serena de sempre, como se nada tivesse acontecido.

Afinal, alguém capaz de usar o próprio bebê como peça de jogo… Que tipo de amor podia alegar sentir?

— Quero, sim. Claro que vou tomar.

Sempre que ninguém da família Pereira estava por perto, ela comia sem resistência.

O resguardo fora turbulento, cheio de tensão, mas ela não era tola a ponto de negligenciar o próprio corpo. Ainda precisava dele.

Só a cicatriz… Desde que abrira da primeira vez, nunca mais cicatrizara direito. Às vezes ardia, às vezes latejava.

Tudo culpa de Isabela.

Se aquela desgraçada tivesse aceitado o divórcio de Cristiano como devia, nada daquilo teria acontecido.

Sabrina serviu uma tigela de sopa e a colocou em suas mãos.

Lílian tomou um gole e fechou os olhos por um instante.

— A comida da família Pereira tem outro nível… Até a sopa fica diferente.

— A Isabela que lute… esse tipo de coisa não é para qualquer uma.

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