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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 260

Isabela nunca tivera muito interesse por joias.

— É para agradar sua cunhada. — Yari disse isso com a maior naturalidade.

Isabela ficou em silêncio por um segundo.

Cunhada?

Lembrava vagamente de ter ouvido que Yari andava cortejando alguém ultimamente. Sendo o herdeiro do Grupo Hoglay, até para impressionar uma mulher ele escolhia algo que valia centenas de milhões.

Outro nível.

— Quando é o leilão?

— Daqui a três dias. Você vai com o Sérgio.

Isabela fez um biquinho discreto.

— Posso ir sozinha.

Nos anos em que esteve com Cristiano, ele a levara a leilões e eventos parecidos. Não era como se nunca tivesse pisado num salão daqueles.

Era só um leilão.

Precisava mesmo do Sérgio para isso?

— Já falei com ele. — Yari respondeu num tom que não deixava espaço para discussão. — Estamos falando de uma peça de valor altíssimo.

Isabela ficou muda por um instante.

"Valor altíssimo?

Ele está com medo de quê? Assalto? Sequestro?

Não é exagero demais?"

Ela nem teve tempo de retrucar.

Yari desligou.

Isabela encarou a tela do celular, incrédula.

— Ah, qual é? Ele acha mesmo que vou ser sequestrada por causa de um diamante?

No início da noite, Karine soube que Isabela havia voltado para a Serra Estrela Negra e foi direto para lá depois do trabalho.

Quando chegou, ainda vestia o tailleur ajustado do escritório.

Isabela olhou para ela.

— Já jantou?

Karine largou a bolsa no sofá e relaxou os ombros, exausta.

— Comi qualquer coisa no caminho. Pede para fazerem um macarrão pra mim?

Um dia inteiro de trabalho drenava cada gota de energia dela. Quando forçava demais o cérebro, a fome vinha de uma vez.

— Claro.

Isabela chamou a empregada imediatamente.

Karine foi ao banheiro, lavou o rosto, prendeu o cabelo e trocou o tailleur por um pijama de Isabela.

Em Nova Aurora, as duas sempre foram assim.

Sem cerimônia. Sem formalidade.

Quando Isabela brigava com Cristiano e corria para a casa de Karine, nunca levava mala. Vestia as roupas da amiga como se fossem suas.

O macarrão ficou pronto.

Karine sentou-se à mesa, deu uma garfada generosa e depois tomou um gole do caldo quente. O suspiro que soltou parecia trazer sua alma de volta ao corpo.

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