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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 261

Por mais escândalo que tivesse feito antes, Cristiano nunca aceitara o divórcio.

Chegara a praticamente vigiá-la, sempre por perto, como se temesse que ela desaparecesse a qualquer momento.

E agora, de repente, deixava que ela voltasse para a Serra Estrela Negra.

Para um homem como ele, mudar de ideia nunca fora algo simples.

Nem quando o Condomínio Vila Real pegara fogo ele aceitara se separar.

Então… Por quê?

Por causa da morte da filha de Lílian?

Isabela murmurou, quase num sussurro:

— A filha da Lílian morreu… E ele…

Fez uma pausa. Seus olhos pousaram em Karine.

— Ele também desistiu de mim.

Karine ficou em silêncio.

Desistiu.

A palavra soava errada. Incompreensível.

Por causa da morte da filha de Lílian, Cristiano simplesmente desistiria de Isabela?

Que tipo de homem fazia isso?

Karine soltou um suspiro irritado.

— Ele tá jogando a culpa da morte da menina toda em cima de você, é isso?

Isabela deixou escapar uma risada breve, sem humor.

— Tem um ditado que diz que a gente tá quieta dentro de casa e o azar cai do céu. Nunca fez tanto sentido.

Se fosse por escândalo, ela tinha feito. E feito em público.

Mas, quando se tratava da criança, não tinha feito absolutamente nada.

Ainda assim, a família Pereira despejava tudo nas costas dela.

No fim das contas, era simples: Lílian falava, e eles acreditavam.

Karine balançou a cabeça, incrédula.

— Não entra na minha cabeça como eles conseguem confiar tanto nela.

Isabela se recostou no sofá, os dedos deslizando distraidamente pelo tecido.

— Que confiem, então. Melhor ainda se for pra confiar pra sempre.

Havia algo no tom dela que não era dor nem raiva.

Era outra coisa.

Algo mais profundo.

E mais perigoso.

Karine sentiu a cabeça latejar.

— Do jeito que você falou… Parece até que tá se divertindo com isso.

Franziu a testa. Pela entonação de Isabela, dava quase a impressão de que, se a família Pereira continuasse acreditando cegamente em Lílian, alguma coisa grande estava para acontecer.

Isabela apenas sorriu. Um sorriso leve, indecifrável. Não explicou nada.

Em vez disso, mudou de assunto.

— Já tá satisfeita?

Karine assentiu, passando a mão no estômago.

— Agora sim. Deu uma boa aliviada.

Antes, a fome fora tão forte que ela quase desmaiara. Agora, depois de um prato inteiro de macarrão, finalmente se sentia gente de novo.

Isabela se encostou na cadeira, pensativa.

— Na verdade, o fato de o Cristiano ter deixado eu sair da Villa Monte Alto hoje tem mais a ver com o fato de que foram os policiais que me levaram. Assim, ele fica fora da história.

Karine congelou.

O rosto escureceu na mesma hora.

— Pera aí. Ele ainda chamou a polícia por causa da morte da filha da Lílian?

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