Bruna e Lílian precisaram insistir bastante, falando de todo jeito, até finalmente convencer Taís a ir procurar Sérgio naquela tarde.
Bruna chegou até a dizer que mandaria a cozinha preparar algumas coisas de que Sérgio gostava.
Ela já tinha praticamente decorado tudo de que ele gostava de comer.
Mas, quando foi ordenar ao pessoal da cozinha que começasse os preparativos, recebeu a notícia de que ninguém conseguia sequer entrar lá.
A cozinha estava ocupada pelo pessoal de Isabela, e eles simplesmente não deixavam ninguém da casa passar.
Ou seja, o almoço dela e o de Taís até poderiam ser deixados de lado.
Mas a refeição especial de Lílian no pós-parto ainda nem tinha sido preparada.
Assim que ouviu aquilo, Bruna explodiu:
— Mas o pessoal dela não entrou lá cedo para cozinhar? Como é que a cozinha ainda está ocupada?
A governanta da casa ficou visivelmente constrangida, sem saber o que responder.
— Além disso, por acaso a cozinha da nossa casa é pequena? Por que vocês não podem entrar? — Continuou Bruna.
Aquilo já tinha passado de todos os limites.
Já estava quase meio-dia, e a refeição especial de Lílian no pós-parto ainda não tinha sido preparada.
"Maldita Isabela. Ela realmente acha que agora é a dona da mansão da família Pereir?"
A governanta, visivelmente constrangida, explicou:
— O pessoal dela está parado na porta o tempo todo. Não deixa ninguém nosso chegar nem perto.
Bruna já estava com a raiva entalada, sem conseguir se conter. Na mesma hora, desceu para acertar as contas com Isabela.
Mas, quando chegou ao andar de baixo, viu Isabela sentada na sala de jantar.
Diante dela, havia uma mesa cheia de comida.
Bruna disparou:
— Isabela, o que você pensa que está fazendo? Por que não deixa o pessoal da família Pereira entrar na cozinha para preparar a comida?
Se ela tinha trazido uma nutricionista, que trouxesse.
De qualquer forma, a família Pereira não tinha a menor intenção de assumir qualquer responsabilidade por ela.
Mas impedir o pessoal da família Pereira de entrar na cozinha já era passar de todos os limites.
Isabela comia devagar, sem a menor pressa.
Bruna já avançava para discutir com ela.
Só que, no instante em que tentou se aproximar da mesa, duas empregadas a barraram imediatamente.
As duas pareciam esguias, mas a força que tinham estava longe de ser comum.
Bastou ficarem ali, impedindo sua passagem, para Bruna sentir de novo a mesma pressão sufocante do confronto de duas horas antes.
Principalmente no instante em que cruzou o olhar com o delas.
Foi só por um segundo, e o coração de Bruna gelou.
Aquelas mulheres definitivamente não eram simples empregadas.

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