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Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar romance Capítulo 376

Bruna, Taís e as outras sempre viveram acima de qualquer aperto. Nenhuma delas jamais tinha encostado num trabalho pesado.

Taís foi a primeira a ceder, vencida pelo cansaço daquele serviço puxado.

Bruna ainda tentou aguentar mais um pouco, mas, por mais que insistisse, Cristiano simplesmente não atendia.

Sem saída, recorreu às antigas amigas do círculo das madames.

Deu na mesma. Ou ninguém atendia, ou atendia e, no instante em que ouvia que Bruna precisava de ajuda, desligava na cara dela.

Tomada pela raiva, Bruna chutou o balde para longe.

— O que foi? Já tem gente achando que a família Pereira acabou? Aquelas vadias... Antes, mal serviam para carregar a minha bolsa. E agora acham que podem levantar a cabeça na minha frente?

Taís ficou calada.

Completamente fora de si, Bruna continuou:

— O Grupo Pereira ainda está de pé. E agora, por causa daquela Isabela, elas acham que podem rir da minha cara.

Naquele momento, Bruna estava à beira de um colapso, consumida pelo ódio.

Em Nova Aurora, não havia empresa à altura do Grupo Pereira, e a família Pereira estava entre as mais influentes da cidade.

Antes, quando aquelas mulheres viviam ao lado dela, bastava um olhar de Bruna para todas se colocarem no lugar.

E agora aquilo?

— Já chega, mãe. — Taís franziu a testa. — De que adianta fazer escândalo a essa altura? Você nem devia ter ligado para elas. Só deu mais motivo para rirem da nossa cara.

Bruna ainda tinha perdido tempo ligando para aquelas madames. Taís, por sua vez, já havia telefonado muito antes para as próprias amiguinhas.

No fim das contas, lealdade era uma coisa que não existia para nenhuma delas.

Taís tinha enxergado isso antes de Bruna. Toda a raiva que havia para sentir, ela já tinha sentido.

— E o que mais eu podia fazer? — Bruna retrucou. — Quer que eu abaixe a cabeça para ela? Quem ela pensa que é? Essa...

— Mãe!

Antes que Bruna terminasse de xingá-la, Taís a interrompeu na mesma hora.

Agora, Isabela vivia dizendo que não queria se divorciar, que queria continuar sendo uma boa nora da família Pereira. Mas as duas sabiam muito bem o quanto ela podia ser odiosa.

As bofetadas que tinham levado das empregadas não tinham tido o menor traço de piedade.

Bruna se calou por um instante.

Taís respirou fundo e disse:

— Por que você ainda insiste em falar dela assim? Esqueceu que agora ela é uma...!

Uma o quê?

Nem a própria Taís teve coragem de concluir. Engoliu o insulto e o enterrou no peito.

Antes, elas faziam o que queriam com Isabela.

Agora, passaram a temê-la na mesma proporção.

Ela estava cruel demais.

Desde que se envolvera com Sérgio, Isabela parecia ter virado outra pessoa. Pisava nas duas sem lhes dar sequer espaço para respirar.

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