Antes, quando ainda tinha poder, não importava o que Bruna e Lílian aprontassem, nem quantas confusões arranjassem. Cristiano sempre ficava do lado delas sem pensar duas vezes e dava um jeito em tudo.
Mas agora...
Agora que nem ele conseguia conter os golpes de Isabela, sempre que Lílian e Bruna começavam a se estranhar, tudo o que ele sentia era irritação. Já não havia mais nada que pudesse resolver.
— Se não pode fazer nada, então cala a boca e para de atrapalhar.
Lílian rebateu, sem a menor paciência.
Em seguida, saiu com Sabrina.
Ao ouvir aquelas últimas palavras, Bruna quase caiu dura de raiva.
— Ótimo, ótimo... Então agora todo mundo resolveu montar em cima de mim, foi isso?
Quanto mais pensava, mais a raiva lhe subia à cabeça.
Mas o que ela podia fazer?
Aquela era a casa dela. E, ainda assim, nem para preparar uma tigela de mingau para a própria filha ela conseguia.
No fim, Bruna voltou para o quarto de mãos vazias.
Ao ver que ela não trazia nada, Taís falou, abatida:
— Mãe, eu estou com muita fome.
— Eu... Vou ligar para a sua irmã. — Disse Bruna.
Antes, quando Taís tinha pedido que ela ligasse para Lívia, Bruna se recusara.
Mas, naquele momento, acabou pegando o celular e fazendo a ligação.
Uma vez.
Duas vezes.
Nenhuma completou.
Bruna olhou a hora na tela e franziu a testa.
— Sua irmã costuma deixar o celular no silencioso quando vai dormir?
— Sim. — Taís respondeu com um aceno.
No fim das contas, aquilo era até irônico.
Bruna mal conhecia os hábitos da própria filha.
— Então aguente só esta noite.
Realmente não havia outro jeito.
Taís pareceu ainda mais abatida.
— Mas eu já estou o dia inteiro sem comer.
Bruna soltou, exausta:
— Eu também.
Ela fechou os olhos por um instante.
Agora, elas realmente já não ousavam mais peitar Isabela.
A voz de Bruna saiu abafada:
— Como ela pode me odiar tanto assim?
Taís ficou em silêncio.
Só que... Por que Lílian estava entrando no carro dele?
Cristiano estreitou os olhos.
— Você viu isso?
Samuel lançou um olhar instintivo para Cristiano pelo retrovisor e assentiu.
— Vi, sim. Era a Lílian.
— O carro é do Marcelo?
— É. E quem estava dirigindo era o próprio Marcelo.
Cristiano se calou.
Então era mesmo Marcelo.
Quando viu Lílian entrando naquele carro, chegou a achar que pudesse ter se enganado.
Mas não.
Não tinha visto errado.
Lílian conhecia Marcelo.
E disso eles nunca tinham desconfiado.
Só que... Por que ela teria qualquer contato com um sujeito daquele tipo?
Ao perceber o silêncio de Cristiano, Samuel perguntou, hesitante:
— Quer que eu siga o carro?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Abortos Repetidos e Nenhuma Piedade: Os Culpados Vão Pagar
Tinha que ter como comprar o livro completo, pois como não está finalizado ainda não dá para saber por quanto ele vai sair no final......
Como Isabela não fez o teste de paternidade ainda?...
Livro excelente,mas demora muito para atualizar...
Posta mais capitulos...