Havia gente ao redor incitando, e as risadas iam se tornando cada vez mais claras.
— Júlia Nascimento já foi afastada por você; conquistar a Nádia Viana, então, deve ser fácil demais. Uma garota recém-formada, sem experiência nenhuma de vida, não deveria preocupar alguém como você, Srta. Nascimento.
— Exatamente! Nosso Diretor Sérgio está completamente encantado por você há anos.
No rosto de Luara Nascimento, brilhava um sorriso confiante de quem já sabia que venceria.
Ela e Sérgio Rocha tinham sido amigos de infância por mais de vinte anos, uma ligação que não era qualquer um que conseguia abalar.
Enquanto conversavam animadamente, a porta da sala reservada foi aberta e um garçom entrou trazendo uma bandeja.
Sobre ela, um envelope.
— Srta. Nascimento, alguém pediu para que eu entregasse isto para a senhora.
— O que é isso? — Luara perguntou.
O garçom balançou a cabeça:
— Não sei lhe dizer, senhora.
— Pode tirar, não quero isso aqui — respondeu Luara, que andava exausta com a pressão da mídia nos últimos dias e evitava receber qualquer coisa de fora.
— Ah, deixa disso! É só um envelope, me dá aqui! Eu vejo pra você.
A amiga sentada ao lado de Luara se prontificou.
O garçom olhou para Luara, hesitante.
Ela assentiu e, só então, ele passou a bandeja para a amiga.
Quando o envelope foi aberto, o sorriso no rosto da mulher foi desaparecendo à medida que as fotos vinham à tona.
— O que foi? — alguém perguntou, curiosa.
A amiga rapidamente enfiou as fotos de volta no envelope:
— Não é nada.
Quanto mais ela disfarçava, mais curiosa Luara ficava. Pegou o envelope, puxou as fotos e, ao olhar, deparou-se com a imagem de dois corpos nus entrelaçados.

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